Política

Polêmicas envolvendo o prefeito de Nova York na homenagem do 11 de Setembro

Em apuração ?

Controvérsia marca cerimônia de 25 anos dos atentados às Torres Gêmeas devido à presença de Mamdani

Silhueta das Torres Gêmeas em Nova York pelos 25 anos do 11 de Setembro
Imagem: G1

Anos após o ataque que marcou Nova York, o prefeito Mamdani enfrenta resistência de familiares das vítimas e ex-líderes locais na cerimônia de homenagem aos 25 anos do 11 de Setembro, gerando debates sobre diversidade, política e memória.

Vinte e cinco anos após os ataques às Torres Gêmeas que marcaram profundamente Nova York e o mundo, a cerimônia de homenagem às vítimas acabou se tornando palco de uma controvérsia sem precedentes na cidade. Segundo fontes citadas pelo G1, o principal motivo foi a presença do prefeito muçulmano e socialista democrático, Zohran Mamdani, que enfrenta resistência de integrantes de famílias das vítimas e de figuras políticas locais.

Estima-se que cerca de três mil pessoas perderam suas vidas nos ataques de 2001, eventos que até hoje permanecem marcados na memória coletiva dos nova-iorquinos. Normalmente, a cerimônia em homenagem geralmente promove um momento de união, respeito e reflexão. No entanto, neste ano, a presença do prefeito Mamdani foi alvo de um movimento de rejeição. Uma petição, também citada pela mesma fonte, com mais de 110 mil assinaturas, incluindo parentes das vítimas, pediu que ele não comparecesse às homenagens, alegando que ele é “insuficientemente crítico das ideologias extremistas”.

Segundo relato do G1, figuras como o ex-prefeito Rudy Giuliani e o ex-governador George Pataki, que estavam no cargo durante os atentados, também manifestaram publicly que Mamdani é “persona non grata” no tributo. Giuliani, considerado símbolo de liderança após os ataques, chegou a divulgar teorias conspiratórias de teor islamofóbico, sugerindo que Mamdani não considera os ataques de 11 de Setembro atos terroristas. Ainda segundo a reportagem, o republicano Bruce Blakeman, que disputa uma vaga no governo de Nova York, pediu aos presentes na cerimônia que desviassem o olhar durante a leitura dos nomes das vítimas, argumentando que Mamdani “não é bem-vindo porque ainda não se posicionou contra a expressão ‘globalizar a Intifada’”.

Essa animosidade também envolve ligações apontadas por alguns setores como controversas, como a relação de Mamdani com o comentarista Hasan Piker, que afirmou, mas posteriormente se desculpou, que “os EUA mereceram o 11 de Setembro”. O prefeito, por sua vez, condenou a declaração e reforçou seu orgulho de ser o prefeito de Nova York, afirmando que ama a cidade, o país e deseja que o foco da semana seja as famílias das vítimas.

Recentemente, Mamdani causou ainda mais polêmica ao entregar uma caneta com que assinou ordens executivas relacionadas às comemorações do 25º aniversário do ataque. A ação foi interpretada por familiares das vítimas, como Giovanni Galante, que perdeu a esposa Grace no atentado, como uma falta de respeito aos que sofreram, especialmente por sua suposta ligação com apoiadores de figuras controversas. Ainda assim, o prefeito reforçou sua posição de que permanece firme em sua presença no evento, afirmando que o objetivo maior é honrar as vítimas e suas famílias, mesmo diante das divergências políticas e religiosas que vêm sendo exploradas por alguns grupos na cidade.”

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O que sabemos?

  • Mamdani, prefeito de Nova York, participou das homenagens ao 25º aniversário do 11 de Setembro.
  • Uma petição com mais de 110 mil assinaturas pede sua não participação.
  • Figuras políticas como Giuliani e Pataki manifestaram descontentamento com Mamdani.
  • Blakeman sugeriu que o público desviasse o olhar durante a cerimônia devido à presença do prefeito.
  • Famílias das vítimas, como a de Giovanni Galante, consideram a presença de Mamdani desrespeitosa.

Fontes

  • G1 imprensa
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