Política

Ciro Gomes apresenta propostas de habitação no Ceará e evita encontro com candidato de Bolsonaro

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Planos para reduzir custos e facilitar moradia popular são destaque na campanha do tucano no estado.

Ciro Gomes durante coletiva de campanha no Ceará
Imagem: G1

Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, revelou nesta segunda-feira (14) propostas para facilitar o acesso à moradia pobre no estado. Ao mesmo tempo, evita se posicionar junto ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro, mesmo com apoio do PL.

Na campanha pelo governo do Ceará, o candidato Ciro Gomes, do PSDB, apresentou nesta segunda-feira (14) um conjunto de propostas voltadas para a habitação popular, com o objetivo de reduzir os custos de financiamento para famílias de baixa renda. Segundo ele, um de seus planos é facilitar o acesso à moradia através de melhorias no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. "Nosso projeto propõe duas etapas. Uma delas é ajudar a baratear ao máximo as casas, oferecendo terrenos e infraestrutura como saneamento básico e creches, para que as prestações não fiquem excessivamente caras," explicou Ciro durante coletiva. Ainda segundo o candidato, a iniciativa inclui a regularização fundiária, uma forma de garantir o papel da terra para todas as famílias, além de criar um fundo financiado com a transferência de terrenos estatais para a iniciativa privada, visando viabilizar as construções.

Apesar de ter declarado apoio do Partido Liberal (PL) nesta eleição, Ciro Gomes não pretende ter encontros públicos com o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, que visitará o Ceará nesta terça-feira (15). A estratégia, segundo fontes próximas à campanha, é de evitar a polarização direta com Bolsonaro, sob a hipótese de conquistar votos tanto de eleitores de direita quanto de esquerda no estado. Ciro busca manter uma postura de não apoiar formalmente qualquer candidatura presidencial e, assim, evitar que sua campanha seja associada a nomes específicos do espectro político nacional. Uma pesquisa recente do Datafolha indica que Ciro lidera a corrida pelo Palácio da Abolição contra Elmano de Freitas (PT), embora ainda não tenha conquistado a vantagem suficiente para garantir o primeiro turno. Além disso, o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também candidato à reeleição, mantém ampla vantagem no Ceará, o que reforça a estratégia de Ciro de não se posicionar de forma mais rígida com qualquer dos lados.

Na agenda de campanha, Ciro também comentou sobre o setor de turismo. Ele criticou a atual gestão e defendeu a retomada de iniciativas realizadas por seu governo entre 1991 e 1994, incluindo ações em destinos como Jericoacoara e o Litoral Leste. O candidato destacou a importância de captar eventos para eliminar a sazonalidade do turismo e assim fortalecer a economia local, tentando recuperar o brilho dos principais pontos turísticos do Ceará.

A postura de Ciro também reflete uma tentativa de ampliar sua base de apoio, buscando votos de diferentes segmentos políticos, incluindo os ligados ao bolsonarismo. Ele tem o apoio declarado do deputado federal André Fernandes, bastante próximo a Flávio Bolsonaro, enquanto mantém uma posição de desafeto em relação à esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, por sua atuação na campanha do marido. Assim, o cenário eleitoral no Ceará permanece bastante dinâmico e com o candidato tucano tentando equilibrar diferentes interesses, sem apostar em alianças mais explícitas com outros presidenciáveis ou seus colegas de partidos.

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O que sabemos?

  • Ciro Gomes apresentou propostas de habitação no Ceará nesta segunda-feira (14).
  • Ele pretende ampliar acesso à moradia por meio da regularização fundiária e de financiamento com terrenos do estado.
  • Ciro não planeja encontros públicos com Flávio Bolsonaro durante visita ao Ceará, nesta terça-feira (15).
  • Pesquisa Datafolha mostra Ciro na frente de Elmano de Freitas na disputa pelo governo do Ceará.
  • Ciro conta com apoio do Partido Liberal, mas evita associar sua campanha às candidaturas presidenciais de Bolsonaro ou Lula.

Fontes

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