Política

Eleições 2026: Por que alguns cargos podem exigir segundo turno nas votações

Em apuração ?

Sistema eleitoral prevê possibilidade de uma segunda rodada de votação, dependendo dos resultados no primeiro turno.

urna eletrônica com eleição sendo realizada
Imagem: CNN Brasil

O calendário das eleições de 2026 inclui a possibilidade de realização de segundo turno para cargos como presidente e governadores, caso os candidatos não atinjam a maioria absoluta dos votos. Entenda como funciona esse sistema e o que diz a legislação.

As eleições gerais de 2026, que terão seu primeiro turno marcado para o dia 4 de outubro, continuam despertando dúvidas entre os eleitores sobre o funcionamento do sistema de votação, especialmente sobre a necessidade ou não de um segundo turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o calendário foi aprovado em março deste ano e estabelece uma expectativa de que, no primeiro dia de votação, os eleitores façam suas escolhas para seis cargos diferentes: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira e segunda vagas), governador e presidente da República.

Apesar de o segundo turno não ser obrigatório em todos os casos, ele pode ser convocado para os cargos de presidente, governadores de estado e do Distrito Federal, caso os candidatos não obtenham mais da metade dos votos válidos já no primeiro turno. Essa regra está prevista na Constituição Federal e, conforme explicou uma fonte do TSE, ela funciona com base no critério da maioria absoluta, ou seja, o candidato precisa receber mais de 50% dos votos válidos para ser declarado eleito sem necessidade de uma segunda votação. Votos válidos excluem brancos e nulos, reforçando a importância de uma maior concentração de votos na candidatura preferida do eleitor.

O sistema eleitoral prevê que, se nenhum candidato atingir essa maioria no primeiro turno, os dois mais votados disputam uma nova rodada de votação, marcada para o dia 25 do mesmo mês. Funciona assim para garantir que o eleito tenha respaldo maior que a soma dos demais candidatos, buscando legitimacy e representatividade na escolha popular. Ainda de acordo com a legislação, há uma regra específica para casos de morte, desistência ou impedimento legal de candidatos antes do segundo turno: neste cenário, quem se manter na disputa será o candidato remanescente com maior votação no primeiro turno, para assegurar que o critério de maioria absoluta seja seguido.

O prazo de registro de candidaturas termina neste sábado (15), e as convenções partidárias devem começar na próxima segunda-feira (20), marcos importantes para o embalo do processo eleitoral que se aproxima. Ainda não há confirmação oficial se, em 2026, o segundo turno será realmente necessário para todas essas disputas, uma vez que a regra depende do desempenho de cada candidato na votação e de possíveis imprevistos. Uma fonte ouvida destacou que o entendimento da legislação é de que o sistema garante a legitimidade do eleito, mas detalhes específicos ainda podem ser ajustados ao longo do processo.

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O que sabemos?

  • O calendário das eleições 2026 foi aprovado pelo TSE em março.
  • As eleições acontecerão em 4 de outubro, com segundo turno previsto para 25 de outubro, se necessário.
  • Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos.
  • O segundo turno só é obrigatório para presidente, governadores e é decidido pelo desempenho no primeiro turno.
  • Casos de morte, desistência ou impedimento podem alterar a disputa, convocando o candidato remanescente com maior votação.

Fontes

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