OMS aprova inclusão do feminicídio na classificação internacional de doenças formada pelo Brasil
Decisão busca aprimorar identificação e monitoramento da violência de gênero Mundial
Durante reunião na Austrália, Organização Mundial da Saúde aprova unânime a proposta brasileira para incluir o feminicídio na CID-11, possibilidade de maior precisão na coleta de dados sobre homicídios de mulheres motivados por violência de gênero.
No dia 15 de março, uma importante conquista para a luta contra a violência de gênero foi oficialmente confirmada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a proposta do Brasil para incluir o feminicídio na CID-11, a Classificação Internacional de Doenças, foi aprovada de forma unânime durante uma reunião realizada em Sydney, na Austrália. Essa iniciativa inédita busca aprimorar a forma como os diferentes países identificam e compõem as estatísticas relacionadas ao homicídio de mulheres motivado por violência de gênero. A mudança, ainda não totalmente detalhada, tem como objetivo separar esses crimes das mortes classificadas apenas como homicídios, agressões ou causas externas, possibilitando uma análise mais específica e precisa do fenômeno.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a incorporação do feminicídio na classificação deve gerar dados mais confiáveis e comparáveis entre diferentes países, o que ampliará a capacidade de monitorar o problema em escala global. Essa classificação também deve subsidiar a elaboração de políticas públicas mais eficazes de prevenção e proteção às mulheres, contribuindo para a identificação de situações de risco antes que resultem em mortes. Ainda de acordo com fontes do Ministério, a proposta foi apresentada em março e contou com o apoio de pesquisadores e gestores públicos brasileiros, que defendem a integração de informações provenientes dos sistemas de saúde, segurança pública e Justiça, com o objetivo de agir preventivamente.
O documento final da reunião da OMS, cujo encerramento está previsto para o sábado seguinte ao dia 15, ainda aguardava publicação oficial na última atualização. A expectativa é que, com essa mudança, seja possível criar um banco de dados mais detalhado e confiável sobre o feminicídio, ajudando governos e organizações internacionais a combaterem esse tipo de violência de forma mais eficiente. A iniciativa do Brasil é vista por especialistas como um passo importante na captação de dados que possam orientar ações concretas, porém, ainda não há confirmação oficial de quando a nova classificação entrará em vigor.
Por enquanto, o tema desperta atenção não apenas pelo avanço na classificação médica e estatística, mas também pelo potencial de ampliar a conscientização pública sobre a gravidade do feminicídio, uma forma dramática de violência de gênero. A decisão da OMS reforça a necessidade de ações coordenadas multilaterais para reduzir essa triste estatística, que, ainda segundo fontes oficiais, varia significativamente de país para país, dificultando uma avaliação global uniforme. O impacto dessa mudança é, portanto, de ampla esperança para quem luta por mais justiça e proteção às mulheres no mundo todo.
O que sabemos?
- OMS aprovou a proposta brasileira de incluir feminicídio na CID-11.
- Decisão foi tomada em reunião em Sydney, Austrália, no dia 15 de março.
- A mudança pretende diferenciar homicídios motivados por violência de gênero de outros tipos de mortes.
- Proposta busca gerar dados mais precisos e comparáveis entre países.
- Documento final aguarda publicação após o encerramento das discussões, previsto para sábado.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





