Influencer presa por ligação com máfia italiana teve imóveis adquiridos com dinheiro do tráfico
Condenada por lavagem de dinheiro, Paula Simões comprou apartamentos de luxo em São Paulo, suspeita de ter usado recursos ilegais
Segundo fontes da Justiça Federal, Paula Simões foi condenada em 2022 por comprar imóveis com dinheiro proveniente do tráfico de drogas do marido, chefe da máfia 'Ndrangheta no Brasil. A influenciadora nega as acusações, mas as investigações apontam movimentação financeira significativa ligada ao crime.
Uma influenciadora digital que foi presa em setembro sob suspeita de ligação com a máfia italiana 'Ndrangheta está no centro de uma investigação que revela detalhes sobre seu suposto envolvimento com atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo informações apuradas pela Justiça Federal, Paula Simões e seu marido, Patrick Assisi, foram condenados em 2022 por compra de imóveis usando recursos provenientes do tráfico. Os imóveis, dois apartamentos de cerca de R$ 1,9 milhão em áreas nobres de São Paulo, foram adquiridos em abril de 2015, com Paula sendo descrita como solteira nas escrituras, embora tenha se casado com Patrick poucos dias após a aquisição.
A investigação aponta que Paula usava o codinome 'Chanel' para intermediar contatos com fornecedores da organização criminosa, movimentando mais de US$ 6 milhões através de doleiros. Ainda que a defesa da influenciadora afirme que ela nega as acusações e ressalte que nenhuma droga foi apreendida com ela, a Justiça considerou que as transações feitas em nome de Paula tinham o objetivo de ocultar a verdadeira origem do dinheiro e a identidade do proprietário real dos bens, que, de acordo com o Ministério Público Federal, era Patrick. A criação de uma empresa em que Paula também tinha participação, em agosto de 2015, foi apontada como tentativa de legitimar o fluxo financeiro, mas as investigações mostraram que a compra dos imóveis ocorreu antes, em um momento em que a empresa ainda não existia.
Além dos imóveis, o casal também foi condenado por lavagem de dinheiro na compra de um carro BMW avaliado em aproximadamente R$ 100 mil, avaliado como presente de Patrick. Contudo, essa acusação foi posteriormente afastada pela Justiça por falta de provas. Em julho de 2022, Paula e Patrick receberam penas superiores a três anos de reclusão, mas as condenações foram convertidas em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa, atualmente de 11 dias-multa, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A decisão ainda aponta que Paula, na ocasião das aquisições, não possuía capacidade financeira para tais compras, e a própria influenciadora admitiu que só conseguiu adquirir os bens graças ao dinheiro do marido, apontado como chefe da organização criminosa.
Em decorrência da condenação, a Justiça decretou a perda de um dos apartamentos e dos direitos creditórios relacionados ao outro imóvel, além de revogar a posse dos bens. A matéria ainda aguarda confirmações externas, pois a única fonte até o momento é o portal G1, e o caso ainda não foi oficialmente comentado pelo clube ou por outras autoridades. A situação levanta discussões sobre a influência de redes criminosas no mercado imobiliário e o papel de figuras públicas em atividades ilícitas, mesmo que de forma indireta. Fonte oficial ainda não confirmou detalhes adicionais, e as investigações continuam.
O que sabemos?
- Paula Simões foi condenada por lavagem de dinheiro em 2022.
- Os imóveis adquiridos custaram cerca de R$ 1,9 milhão em 2015.
- Ajustes na decisão judicial ocorreram em 2022 e 2023, com penas substituídas por prestação de serviço e multa.
- A influenciadora usava o codinome 'Chanel' para contatos na máfia italiana.
- O casal foi apontado por movimentar mais de US$ 6 milhões por meio de doleiros.
Fontes
- G1 imprensa





