Policial

Polícia apura morte de recém-nascido após parto em hospital de SP

Em apuração ?

Pai denuncia negligência médica por demora no atendimento que resultou na morte do bebê

Mãe e pai olham com esperança e tristeza, enquanto o hospital ao fundo representa o local do parto.
Imagem: G1

Caso ocorrido em Registro, interior de São Paulo, está sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo. Mãe e pai relatam atraso no procedimento de cesárea, que poderia ter evitado o óbito do recém-nascido.

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte de um recém-nascido ocorrida logo após o parto em um hospital de Registro, no interior do estado. Segundo informações obtidas pela reportagem, o caso foi registrado como homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar, envolvendo uma possível negligência médica. Os pais da criança alegam que a demora no atendimento e na realização da cesárea contribuíram para a tragédia.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe deu entrada na unidade de saúde no dia 6 de outubro, apresentando nove meses de gestação e dois dedos de dilatação. Por volta das 5h da manhã, ela teve início de fortes dores e solicitou a realização da cesárea. No entanto, uma enfermeira teria informado que o procedimento só seria possível após a chegada do obstetra, às 6h, por não haver outro profissional disponível no momento. Ainda segundo relatos do pai da criança, Neon Franco de Arruda, de 32 anos, a obstetra chegou às 6h e constatou que os batimentos do bebê estavam fracos, o que acelerou a procedimento de emergência.

O parto foi realizado logo após a chegada da médica, mas, infelizmente, o recém-nascido não resistiu. Neon contou que o bebê nasceu com um batimento cardíaco fraco e que, apesar de terem sido feitos todos os procedimentos possíveis, como entubação, ventilação e até aplicação de adrenalina, o menino não apresentou reação. “Ele falou que o bebê nasceu com batimento, pouco, mas nasceu com batimento. O médico falou que foram feitos todos os procedimentos que deveriam ser feitos. Foi entubado, tentaram ventilação, fizeram até injeção de adrenalina nele, algumas vezes, mas ele não teve reação nenhuma”, relatou o pai ao G1.

O casal, morador de Barra do Turvo, aguardava ansiosamente pelo momento de receber o primeiro filho, e sua gestação foi considerada tranquila pelo último exame, feito em 1° de outubro, que indicou que o bebê estava saudável. Ainda assim, eles alegam que a demora na realização da cesárea foi determinante para a fatalidade

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sob investigação na Delegacia Seccional de Registro e que a Polícia apura as circunstâncias, reforçando que, por enquanto, não há confirmação de negligência, apenas que o caso foi registrado como homicídio culposo. A mantenedora do hospital, a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Registro (Apamir), afirmou que está adotando todas as providências necessárias e que reforça seu compromisso com a transparência e a segurança dos pacientes, embora ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre as especificidades do caso.

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O que sabemos?

  • Mãe deu entrada no hospital às 5h do dia 6 de outubro.
  • A gestação foi tranquila e o último exame, feito em 1° de outubro, constatou bebê saudável.
  • Paciente solicitou cesárea às 2h do dia seguinte devido a dores fortes.
  • Enfermeira informou que a cesárea só poderia ser feita às 6h, por falta de obstetra no plantão.
  • A obstetra chegou às 6h, constatou batimentos fracos no bebê e realizou a cesárea emergencial.
  • O recém-nascido nasceu com batimentos fracos, foi entubado e recebeu medicamentos, mas não resistiu.
  • O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Registro, como homicídio culposo.

Fontes

  • G1 imprensa
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