Policial

Músico condenado por fraude de streaming com uso de inteligência artificial

Em apuração ?

Casos de manipulação de plataformas de música por bots mostram vulnerabilidades no mercado digital

Condenação de músico por fraude digital
Imagem: G1 Pop & Arte

Um músico e empresário dos EUA foi condenado a 18 meses de prisão por utilizar inteligência artificial para fraudar plataformas de streaming, recebendo milhões em royalties indevidos.

Segundo informações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o músico e empresário Michael Smith foi condenado a cumprir uma pena de 18 meses de prisão e pagar uma multa de R$ 40,4 milhões por envolvimento em um esquema de fraudes nas plataformas de streaming de música. Ainda não há confirmação de outras fontes, mas a Justiça destaca que Smith operou sua fraude ao longo de sete anos, desde 2017 até 2024.

De acordo com o órgão responsabilizador, Smith criou milhares de contas falsas nas plataformas para reproduzir suas músicas de forma automatizada. Para evitar que os sistemas detectassem atividades suspeitas, ele passou a utilizar softwares de inteligência artificial, que replicavam o comportamento de ouvintes reais e reproduziam suas faixas de forma contínua. Com isso, o artista passou a acumular uma quantidade significativa de audições e, assim, receber direitos autorais indevidos, considerados ilegais pela Justiça.

Foi informado ainda que Smith dispersou suas reproduções em várias músicas, o que dificultou a detecção de picos anômalos em uma única faixa. Em abril de 2023, suas músicas tiveram cerca de 80,9 milhões de reproduções no YouTube, o que é substancial se comparado aos 9,3 milhões de plays registrados para a cantora Taylor Swift na mesma plataforma no mesmo período.

O promotor responsável pelo caso, Jamie McDonald, afirmou que “ao inundar as plataformas de streaming de música com bots automatizados no lugar de consumidores e músicas falsas no lugar da criatividade, [ele] roubou milhões em pagamentos de direitos autorais de artistas legítimos e seus fãs”. A condenação — que ainda não foi oficialmente confirmada por todas as fontes — evidencia o impacto que fraudes tecnológicas podem causar ao mercado musical digital ao prejudicar artistas e consumidores.

Até o momento, o clube ou entidade responsável pelo artista não se pronunciou oficialmente, e as informações sobre o caso permanecem baseadas na declaração do Departamento de Justiça dos EUA. Ainda há dúvidas quanto à extensão total do esquema e se há outros indivíduos ou empresas envolvidos, já que essas informações aguardam confirmação de fontes adicionais.

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O que sabemos?

  • Michael Smith foi condenado a 18 meses de prisão e a pagar uma multa de R$ 40,4 milhões.
  • O esquema ocorreu de 2017 até 2024.
  • Smith criou milhares de contas falsas nas plataformas de streaming.
  • Ele utilizou softwares de inteligência artificial para reproduzir suas faixas automaticamente.
  • Em abril de 2023, suas músicas tiveram aproximadamente 80,9 milhões de reproduções no YouTube.
  • No mesmo período, Taylor Swift teve cerca de 9,3 milhões de plays na mesma plataforma.
  • A condenação destaca o impacto de fraudes tecnológicas no mercado musical digital.
  • Ainda não há confirmação oficial de todas as fontes sobre o caso.

Fontes

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