Policial

Justiça do Rio impõe medidas contra fundador das Meninas Cantoras de Petrópolis após denúncias de abusos

Em apuração ?

Marco Aurélio Xavier, maestro do tradicional coral infantil feminino, é alvo de investigação e medidas protetivas

Denúncias reveladas pela revista piauí atingem grupo que funcionou entre 1976 e 2016, com integrantes de 5 a 15 anos; Defensoria Pública do Rio atua em defesa das vítimas.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou medidas protetivas contra Marco Aurélio Xavier, fundador e ex-regente das Meninas Cantoras de Petrópolis, após denúncias feitas por ex-integrantes do coral que relatam abusos sexuais, psicológicos e morais cometidos durante décadas. O grupo, ativo entre 1976 e 2016, era um dos mais renomados do país e destacava-se por ser o primeiro coral formado exclusivamente por vozes infantojuvenis femininas, com meninas de 5 a 15 anos.

As denúncias vieram à tona em reportagens publicadas em junho e agosto pela revista piauí, conquistando repercussão ampla. Segundo a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que defende as ex-coralistas, a decisão da 3ª Vara de Garantias de Petrópolis visa garantir a proteção das vítimas e responder juridicamente às acusações.

O maestro Marco Aurélio Xavier, alvo dessas medidas, não foi localizado para comentar as acusações. A reportagem da Folha tentou contato com ele e seu advogado, sem sucesso. Além disso, o processo corre em sigilo, e Xavier deletou seu perfil no Instagram, onde há poucas semanas postara um vídeo alegando que a situação era “imensamente pior” do que as denúncias relatavam e mencionando que seus “grandes mestres foram nazistas”. Há relatos de que esse vídeo foi publicado em 24 de junho, mas removido horas depois.

As Meninas Cantoras de Petrópolis eram reconhecidas nacionalmente por sua tradição e pelo pioneirismo em reunir exclusivamente vozes femininas juvenis e infantis. A atuação do coral durou quatro décadas, período em que muitas crianças e adolescentes participaram do grupo, ora sob a batuta de Xavier.

O caso mobiliza atenção por envolver a proteção de crianças e adolescentes, além de expor situações graves, como abusos sexuais e constrangimentos repetidos em um ambiente que, teoricamente, deveria promover arte e educação musical. A atuação da Defensoria exemplifica a busca por justiça em casos emblemáticos que trazem à tona temas ainda pouco enfrentados plenamente na sociedade brasileira.

Publicidade
AD · 300×250

O que sabemos?

  • Justiça do Rio impôs medidas protetivas contra Marco Aurélio Xavier
  • Denúncias foram feitas por ex-integrantes do coral Meninas Cantoras de Petrópolis
  • Grupo funcionou entre 1976 e 2016, com meninas entre 5 e 15 anos
  • Denúncias reveladas pela revista piauí em junho e agosto

O que ainda não foi confirmado?

  • Vídeo do maestro afirmando que a situação era “imensamente pior” do que denunciado

Fontes

Publicidade
AD · 728×90