Telescópio Roman realiza testes iniciais de instrumentos em órbita para observar o cosmos
Equipamentos do telescópio avaliam sua capacidade de detectar estrelas, exoplanetas e galáxias em espaço sideral
O telescópio Roman, da NASA, iniciou uma fase de calibração de seus principais instrumentos durante sua viagem até o ponto de Lagrange L2. Testes incluem câmeras infravermelhas e equipamentos de observação direta de exoplanetas.
O telescópio Roman, uma nova missão da NASA, começou a testar seus instrumentos após a ativação em órbita. Segundo fontes da própria agência, a equipe que acompanha o projeto realizou hoje os primeiros procedimentos de calibração, essenciais para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos durante sua missão de anos no espaço.
Entre os equipamentos testados, está o Wide Field Instrument (WFI), uma câmera infravermelha de 300 megapixels. De acordo com informações confirmadas por um representante da NASA, o WFI é capaz de registrar uma região do céu maior do que a Lua cheia, mantendo uma nitidez semelhante à de telescópios espaciais consagrados, como o Hubble. A ativação do instrumento aconteceu na noite anterior, seguida de testes de calibração do sistema que seleciona e separa diferentes comprimentos de onda de luz, fundamentais para captar detalhes do universo.
Na manhã seguinte, testes também incluíram o mecanismo de foco da câmera, que ajustará o equipamento para produzir as centenas de milhares de imagens que o telescópio deverá gerar ao longo da missão. Simultaneamente, os detectores do WFI começaram a atingir sua temperatura de operação, em torno de -183 °C, condição necessária para captar fótons de luz estelar de modo eficiente. Apesar de o primeiro registro de luz ainda não ser uma imagem científica definitiva, ela confirma que o sinal das estrelas está chegando ao principal instrumento do telescópio, mesmo que as imagens estejam desfocadas, devido ao estado inicial de ajuste.
Outro componente importante, o Coronagraph Instrument, utilizado para observação direta de exoplanetas, também passou por uma fase de testes. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, o equipamento utiliza máscaras, espelhos ajustáveis e sensores para bloquear o brilho intenso de estrelas, permitindo a detecção de luz refletida por planetas ao seu redor. Esse instrumento é considerado uma tecnologia inovadora, que deve ajudar os cientistas a estudar mundos distantes e discos de poeira ao redor de estrelas próximas. O teste do coronógrafo ocorreu após sua ativação em setembro, com a equipe verificando a comunicação remota e o funcionamento de seus componentes eletrônicos e mecânicos.
Segundo fontes da NASA, o telescópio Roman está atualmente em trajetória até o segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra, conhecido como L2. Lá, ele deverá realizar uma série de calibrações e ajustes durante meses, para garantir o desempenho ideal em suas observações do universo. As atividades iniciais reforçam o potencial de que o instrumento principal possa contribuir de forma revolucionária para a astronomia, ajudando a entender melhor estrelas, galáxias e exoplanetas em sistemas distantes, uma área de pesquisa que tem despertado grande interesse mundial.
O que sabemos?
- O telescópio Roman ativou seus instrumentos de cálculo e calibração.
- O Wide Field Instrument é uma câmera infravermelha de 300 megapixels.
- O coronógrafo foi ativado para observar exoplanetas.
- Testes incluiram ajustes de foco e verificação de comunicação remota.
- Instrumentos já captaram sinais de luz de estrelas, mesmo que desfocados.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





