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Bertha Lutz, defensora da igualdade de gênero, é lembrada no seu aniversário de morte

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Homenagem marca cinco décadas de sua trajetória na luta pelos direitos das mulheres

Fotografia de Bertha Lutz em seu momento de ativismo
Imagem: Folha de S.Paulo

No dia 17 de setembro, celebra-se o aniversário de 50 anos da morte de Bertha Lutz, figura histórica na conquista do voto feminino e na inclusão da igualdade de gênero na organização das Nações Unidas. Uma cerimônia emocionou familiares e seguidores, relembrando sua importância.

No dia 17 de setembro, há exatos 50 anos, Bertha Lutz, uma das maiores jamaicas na história do feminismo brasileiro e internacional, faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Sua trajetória, marcada pela luta pelo voto feminino no Brasil e pela inclusão explícita da igualdade de direitos entre homens e mulheres na Carta da ONU, permanece viva na memória coletiva, inspirando debates atuais sobre direitos civis e igualdade de gênero.

Segundo informações recuperadas de fontes históricas, no dia anterior à sua morte, um grupo de idosas participou de uma cerimônia no cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro. Elas carregaram o caixão de Bertha até sua sepultura, cumprindo um último desejo: que nenhum homem tocasse em seu esquife nos momentos finais. Este ato simbólico reforça o respeito e a admiração que a líder sufragista e diplomata conquistou ao longo de sua vida.

Bertha Lutz, que tinha 89 anos na ocasião de seu falecimento, foi uma figura de destaque no cenário político e científico. Destaca-se por ter sido uma das principais articuladoras do sufrágio feminino no Brasil, conseguindo seu objetivo em 1932. Além disso, sua atuação na conferência de San Francisco, logo após o fim da Segunda Guerra mundial, reforçou sua participação na tentativa de incorporar a igualdade de direitos entre homens e mulheres na recém-formada Organização das Nações Unidas.

De acordo com a professora de história da Universidade de Brasília, Teresa Cristina de Novaes Marques, a missão oficial de Bertha era pleitear a revisão da Carta da ONU, que seria assinada em uma conferência cinco anos depois. Ainda assim, ela recebeu liberdade do diplomata Pedro Leão Veloso para articular outras agendas, entre elas, o combate à discriminação de gênero. Essa ação fazia parte de uma luta que vinha desde o século XIX e que, até hoje, influencia as políticas de direitos civis globais.

Embora o relato seja baseado em registros históricos, as ações e o legado de Bertha Lutz continuam atuais, inspirando movimentos por igualdade de direitos ao redor do mundo. Sua história demonstra como uma mulher pode transformar conceitos e políticas, deixando uma marca que transcende seu tempo, e reforça a importância de figuras como ela na construção de sociedades mais justas.

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O que sabemos?

  • Bertha Lutz morreu há 50 anos, em 17 de setembro de 1976.
  • Ela foi uma importante líder sufragista e diplomata brasileira.
  • Participou da conferência de San Francisco, após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de incluir a igualdade de gênero na Carta da ONU.
  • Recebeu carta branca do diplomata Pedro Leão Veloso para discutir outras pautas além da oficial.
  • Foi responsável por conquistar o direito de voto feminino no Brasil em 1932.

Fontes

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