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Michelle Bachelet desiste da candidatura à Secretaria-Geral da ONU após queda no apoio

Informações checadas ?

Ex-presidente do Chile retirou sua candidatura nesta semana, citando dificuldades na disputa

Michelle Bachelet em evento político
Imagem: Folha de S.Paulo

Michelle Bachelet, apoiada pelo Brasil na candidatura à liderança da ONU, anunciou sua desistência após resultados desfavoráveis nas consultas do Conselho de Segurança. A decisão extingue suas chances de assumir o cargo. Segundo fontes, ela afirmou estar convencida de que era o momento de defender princípios pelos quais lutou.

Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, anunciou neste domingo (19) que decidiu não continuar na corrida pela Secretaria-Geral das Nações Unidas. A confirmação veio após ela participar de uma publicação em suas redes sociais, onde afirmou que a decisão foi tomada por perceber a queda de apoio na disputa. Segundo informações ainda não oficialmente confirmadas, a candidata chilena, apoiada pelo Brasil, não conseguiu avançar nas consultas realizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, que avaliam seus postulantes.

De acordo com relatos, na última rodada da votação informal, Bachelet recebeu apenas um voto a favor e onze contra, números que evidenciam a diminuição de seu respaldo na disputa. Anteriormente, em consulta realizada em 21 de agosto, ela tinha obtido dois votos favoráveis, seis contrários e sete abstenções. Ainda segundo fontes da imprensa, a candidata que lidera a votação é Rebeca Grynspan, da Costa Rica, com nove votos favoráveis, ao passo que Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana, aparece logo atrás com oito votos. A candidata do Chile apresentou seu pior desempenho na história das consultas para este cargo, o que provavelmente contribuiu para sua decisão de desistir.

Segundo ainda não confirmado oficialmente, a decisão de Bachelet reforça o cenário de que ela não teria chances reais de assumir a liderança da ONU, dado o apoio reduzido e os números negativos nas consultas. Ela afirmou, em seu vídeo, que "embora desde o início tivesse remado contra a corrente, estou convencida de que este era o momento de erguer a voz em defesa desses princípios, que foram a orgulhosa bandeira de minha candidatura. Não me arrependo de ter assumido esse grande desafio".

A saída de Bachelet traz uma nova configuração na disputa pela Secretaria-Geral. Ainda não há confirmação oficial sobre quem poderá vir a liderar a lista de candidatos, mas, até o momento, Rebeca Grynspan e Carolyn Rodrigues-Birkett continuam na disputa. O desfecho da eleição depende, agora, de novos movimentos e do apoio de diferentes países membros do conselho, que ainda não indicaram um favorito definitivo. Essa movimentação é de grande interesse global, pois o cargo de secretário-geral da ONU é considerado um dos mais importantes na política internacional.

Entre os fatores que podem ter influenciado a desistência estão o esvaziamento de apoio e a baixa votação nas consultas informais, além do ressentimento de que, atualmente, o cenário para uma candidata apoiada pelo Brasil ficou bastante desfavorável. A situação também reflete as complicações políticas internas das candidatas e a difícil dinâmica de escolhas no âmbito da organização internacional. As próximas semanas serão decisivas para definir quem assumirá a liderança da ONU nesta administração, após a saída de António Guterres.

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O que sabemos?

  • Michelle Bachelet desistiu da candidatura à Secretaria-Geral da ONU em 19 de setembro.
  • Ela tinha apoio do Brasil na disputa.
  • Nos últimos votos, ela recebeu apenas 1 voto a favor e 11 contra.
  • Rebeca Grynspan liderava a votação na ocasião.
  • A candidatura de Bachelet apresentou seu pior desempenho na história das consultas finais.

Fontes

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