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Mãe de baleia jubarte permanece ao lado de filhote morto na Austrália, levando especialistas a refletirem sobre comportamento de luto

Em apuração ?

Cena rara revela possível manifestação de luto entre cetáceos, levantando questões sobre emoções em animais altamente sociais

Baleia jubarte ao lado de seu filhote morto na Austrália
Imagem: G1

Em julho do ano passado, uma baleia jubarte na Austrália foi vista cuidando de seu filhote morto por mais de uma hora, movimento considerado único na observação científica.

Uma cena peculiar e tocante foi registrada próximo à Gold Coast, na Austrália, tornando-se alvo de estudos e debates sobre o comportamento emocional de baleias-jubarte. Segundo uma fonte, um filhote recém-nascido foi visto imóvel no fundo do mar, enquanto sua mãe permanecia ao lado dele, tocando-o suavemente com a cabeça e a barbatanas por mais de uma hora. A imagem, capturada por meio de vídeo subaquático, chamou atenção por sugerir que essa possa ser a primeira descrição de uma mãe jubarte cuidando de um filhote natimorto, levantando uma discussão sobre o entendimento de animais sobre a morte.

Segundo a mesma fonte, as baleias jubarte são conhecidas por comportamentos de defesa aos seus filhotes, como remanejar-se para proteger contra predadores como orcas ou para ajudar filhotes feridos presos em redes. Essas ações, denominadas comportamento epimelético, são comuns entre cetáceos, que demonstram fortes laços sociais, muitas vezes arriscando suas próprias vidas por seus companheiros. Além desses, há relatos de baleias-piloto e golfinhos carregando seus filhotes mortos por dias ou até semanas, como o famoso caso da orca Tahlequah, que percorreu mais de 1.500 quilômetros carregando seu filhote por 17 dias em 2018. Ainda não há confirmação oficial de que a mãe jubarte observada tenha exibido um comportamento de luto prolongado, mas o caso despertou atenção ao oferecer uma rara visão sobre a possível manifestação de emoções complexas em animais marinhos.

A pesquisa ainda é incipiente, especialmente no que se refere às baleias de barbas, grupo ao qual a jubarte pertence. Isso se deve à dificuldade de observação, pois recém-nascidos mortos dessas espécies tendem a afundar rapidamente, dificultando registros. A gestação da baleia jubarte dura quase um ano, e após o parto, a mãe costuma ajudar o filhote a emergir para respirar. Os primeiros meses de vida são cruciais, pois a cria depende integralmente da mãe para alimentação, proteção e orientação na migração. Infelizmente, nem todas as crias sobrevivem, o que reforça a complexidade das emoções que esses animais podem experimentar.

Por enquanto, o episódio ainda não foi confirmado oficialmente pelas autoridades ou pesquisadores. A fonte revela que a cena registrada é considerada rara e pode representar uma forma de luto, mas ressalta que o entendimento do que os animais compreendem acerca da morte ainda é limitado. Assim, essa história levanta uma importante questão: até que ponto os animais altamente sociais, como baleias e outros cetáceos, possuem alguma forma de consciência sobre a finitude?

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O que sabemos?

  • Cena registrada na Austrália em julho do ano passado
  • Baleia jubarte permaneceu ao lado de filhote morto por mais de uma hora
  • Possível primeiros registros de comportamento de luto em jubartes
  • Comportamentos semelhantes já foram observados em outras espécies de baleias e golfinhos
  • A pesquisa sobre o tema ainda é escassa devido às dificuldades de observação

Fontes

  • G1 imprensa
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