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Cuba sofre sétimo apagão no ano, ampliando crise energética

Em apuração ?

Problemas na infraestrutura afetam o fornecimento de energia na ilha caribenha

Ilustração de blackout em Cuba, com bairros escuros e moradores em dúvida.
Imagem: Folha de S.Paulo

Desde o início do ano, Cuba já enfrentou sete apagões completos, agravando a crise de abastecimento energético, enquanto o governo culpa sanções e o bloqueio dos EUA.

Na sexta-feira (18), Cuba registrou seu sétimo apagão nacional desde o começo deste ano, um indicativo claro da crise energética que assola a ilha há meses. Segundo o Ministério de Energia e Minas cubano, o corte de energia ocorreu devido a uma "desconexão total do Sistema Elétrico" causado por uma falha nas linhas de transmissão, agravada por condições meteorológicas instáveis na região, conforme relato oficial. Ainda não há confirmação de fontes externas sobre detalhes técnicos adicionais, mas a União Elétrica, estatal de energia, afirmou que a pane afetou especialmente o lado oeste do país, deixando milhões de habitantes sem eletricidade. A única entrada de petróleo no país neste período foi realizada por um petroleiro russo, em março, uma operação que contou com o aval dos Estados Unidos, que, entretanto, mantém restrições ao comércio com Cuba. A crise, que já dura meses, tem se agravado desde janeiro, quando as restrições americanas dificultaram o abastecimento de diesel necessário para as usinas termelétricas, que são obsoletas, remanescentes da antiga União Soviética. Segundo uma fonte da imprensa local, a ilha sofre com constantes cortes de energia, que em algumas regiões chegam a mais de 60 horas consecutivas. Os efeitos se estendem também ao abastecimento de água e à rede de telefonia, refletindo a fragilidade do sistema. A população tem vivido momentos de grande dificuldade, como relatado por um aposentado de 78 anos, que lamentou: "Na minha casa, estamos há 28 horas sem energia. Pensei que talvez a eletricidade voltasse em breve, ainda que por algumas horas, mas agora, com essa desconexão, acho que ficaremos sem luz por vários dias."

Enquanto o governo cubano responsabiliza as medidas punitivas dos Estados Unidos e o bloqueio que dificultam a aquisição de petróleo, o governo americano acusa a má gestão econômica e administrativa do regime de Miguel Díaz-Canel. Apesar de tentativas de negociar a retomada do fornecimento, a situação parece longe de uma solução rápida. A crise energética é vista por analistas como um reflexo do isolamento internacional da ilha e do desgaste de suas infraestruturas, que ainda operam com equipamentos antigos. A população, por sua vez, enfrenta não só a falta de eletricidade, mas também a ausência de água potável e os serviços de telefonia prejudicados. Ainda não há uma previsão oficial de retomada do fornecimento, e o impacto da crise continua a aumentar, com moradores aguardando com expectativa uma intervenção que possa aliviar a situação.

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O que sabemos?

  • Cuba sofreu seu sétimo apagão em 2024
  • O apagão foi causado por uma falha nas linhas de transmissão e condições meteorológicas
  • A única entrada de petróleo foi via um petroleiro russo, em março, com aval americano
  • A crise energética agravou-se desde janeiro devido às restrições dos EUA ao petróleo
  • Moradores relatam cortes que chegam a mais de 60 horas em algumas regiões

Fontes

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