Economia

Mercado celebra mudança na direção da CSN com alta nos títulos de dívida

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Novo CEO promete avanço na venda de ativos para reduzir endividamento da siderúrgica

Imagem representando títulos de dívida e fóruns de investidores
Imagem: Folha de S.Paulo

Após a nomeação de Fabio Schvartsman como novo CEO da CSN, os títulos de dívida externa da companhia tiveram desempenho positivo, indicando confiança dos investidores na estratégia de venda de ativos e redução do endividamento.

Desde a nomeação de Fabio Schvartsman como novo CEO da CSN, em 2 de setembro, os títulos de dívida externa da siderúrgica têm mostrado um forte desempenho nos mercados emergentes. Segundo informações da Bloomberg, esses títulos figuram entre os de melhor resultado no período, o que tem impulsionado a confiança dos investidores na companhia.

A expectativa é que o programa de venda de ativos, anunciado na ocasião, realmente avance e contribua para diminuir o elevado endividamento da CSN. A mudança na liderança é vista por analistas e pelo mercado como um sinal de renovação e de compromisso com a simplificação dos negócios, além da redução da alavancagem financeira da empresa.

Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, foi considerado uma escolha positiva para essa nova fase, uma vez que sua chegada representa uma ruptura com o comando de Benjamin Steinbruch, que liderou a CSN por mais de duas décadas. Apesar de Steinbruch permanecer como presidente do conselho, a entrada de um executivo de fora da família controladora foi interpretada como uma movimentação para acelerar negociações que estavam estagnadas há anos.

Segundo Nicolás Giannone, analista da Balanz, essa mudança foi vista como uma mudança 'simbólica' que reforça a intenção da companhia de reduzir sua alavancagem e simplificar seu portfólio, contribuindo para uma percepção mais favorável por parte do mercado. Desde a nomeação, os títulos emitidos pela CSN acumulam uma rentabilidade média de cerca de 5%, enquanto um índice de dívida corporativa de mercados emergentes apresentou uma leve perda de 0,5% no mesmo período, conforme aponta levantamento feito pela Folha de S.Paulo.

Ainda não há informações oficiais detalhando os próximos passos do programa de venda de ativos, nem um pronunciamento completo do clube de direção da CSN. Portanto, investidores e interessados aguardam novas confirmações sobre o andamento dessas estratégias que podem definir o futuro financeiro da gigante da siderurgia brasileira.

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O que sabemos?

  • Títulos de dívida externa da CSN têm desempenho positivo desde setembro.
  • Nomeação de Fabio Schvartsman como novo CEO ocorreu em 2 de setembro.
  • Investidores apostam na venda de ativos para reduzir o endividamento.
  • Desde a nomeação, títulos acumulam retorno de cerca de 5%.
  • A mudança na direção foi vista como simbólica e positiva pelos analistas.

Fontes

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