Economia

Países europeus reúnem ouro fora dos EUA em meio a tensões geopolíticas

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Holanda, França, Alemanha e Itália reavivam preocupação com armazenamento de reservas de ouro em Nova York

Imagem: G1

Governos europeus estão transferindo suas reservas de ouro de Nova York para outros locais, alegando motivos de segurança e estabilidade. A decisão reflete uma crescente desconfiança com o armazenamento nos Estados Unidos, especialmente diante de tensões políticas e incertezas globais.

Uma crescente movimentação de países europeus na gestão de suas reservas de ouro tem chamado a atenção de analistas e especialistas em economia mundial. Segundo informações divulgadas pela fonte, países como Holanda, França, Alemanha e Itália estão transferindo suas reservas de ouro de locais tradicionais nos Estados Unidos, principalmente de Nova York, para outros destinos na Europa, uma mudança que evidencia o aumento da preocupação com a segurança e a acessibilidade de ativos estratégicos.

De acordo com uma publicação, o banco central da Holanda, o DNB, decidiu transferir cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres. Segundo o próprio banco, a escolha foi motivada pela "instabilidade geopolítica" e a estratégia de diversificação, que aumentaria a "preparação para crises". Ainda não há todas as confirmações oficiais, mas o movimento indica uma certa apreensão com relação ao armazenamento em território americano.

Além da Holanda, a França também saiu na frente nesse movimento. Ainda conforme fontes, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco da França retirou toda sua reserva remanescente de ouro do Federal Reserve de Nova York. O presidente do banco, François Villeroy de Galhau, afirmou que a decisão não teve motivação política, embora ainda não haja uma confirmação oficial sobre os motivos exatos envolvidos na operação.

Outros países relacionados às maiores reservas de ouro do mundo, como Alemanha e Itália, têm sido mais enfáticos em discutir a possibilidade de retirar suas reservas dos EUA. Políticos desses países alegam preocupações com a imprevisibilidade das políticas americanas e com possíveis hostilidades, incluindo ameaças para anexar partes da Groenlândia. Segundo analistas, apesar de essa preocupação parecer remota, o risco de ativos ficarem inacessíveis por sanções ou conflitos é uma questão de atenção crescente.

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O especialista Sebastien Tillett, da Oxford Economics, explicou que para os bancos centrais o risco de uma apreensão direta de ativos é considerado bastante remoto. Ainda assim, a facilidade de acesso em situações de conflito internacional tem sido motivo de preocupação. Grupos como o Conselho Mundial do Ouro reforçam que há uma preocupação global de onde e como o ouro é armazenado atualmente, especialmente após crises desde 2008, que elevaram o valor e a demanda pelo metal como reserva de segurança.

Dados recentes indicam que os bancos centrais globais acumulam, em média, cerca de 1.000 toneladas de ouro nos últimos quatro anos — o dobro da média de uma década anterior. Esta tendência reflete a busca por ativos que possam proteger suas reservas frente ao cenário de instabilidade e incertezas geopolíticas, que têm sido agravadas por crises financeiras, pandemias e conflitos prolongados. Assim, as decisões de países como Holanda e França reforçam um movimento de maior atenção ao local onde o ouro é guardado, pensando na agilidade que possam ter em emergências.

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O que sabemos?

  • Países europeus estão transferindo reservas de ouro de Nova York para a Europa.
  • A Holanda transferiu cerca de 86 toneladas de ouro para Londres, citando instabilidade geopolítica.
  • A França retirou toda sua reserva remanescente do Federal Reserve de Nova York entre julho de 2025 e janeiro de 2026.
  • Políticos de Alemanha e Itália discutem a possibilidade de retirar suas reservas de ouro dos EUA.
  • Especialistas afirmam que o risco de apreensão de ativos é remoto, mas a facilidade de acesso em conflitos preocupa.
  • Bancos centrais globais aumentaram suas compras de ouro desde 2008, refletindo maior atenção ao ativo

Fontes

  • G1 imprensa
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