Guerra comercial entre Canadá e EUA se intensifica com tarifas de retaliação
Medida foi tomada pelo Canadá após impasse nas negociações econômicas com Washington
Tarifas de retaliação do Canadá sobre produtos americanos entraram em vigor nesta terça-feira, elevando a tensão na relação comercial entre os dois países, enquanto as negociações sobre acordos comerciais permanecem emperradas.
Na madrugada desta terça-feira (8), as tarifas de retaliação do Canadá sobre uma série de produtos dos Estados Unidos entraram oficialmente em vigor, marcando uma escalada na disputa econômica entre os dois vizinhos. Segundo fontes do governo canadense, essa medida foi uma resposta às tarifas impostas pelos EUA no final de agosto, que afetaram mais de US$ 20 bilhões em produtos, incluindo aço, móveis, roupas e eletrônicos. As alíquotas variam de 15% a 50%, dependendo do item, e representam uma tentativa do Canadá de pressionar Washington na guerra comercial que já dura 18 meses.
Conforme apontado por uma fonte ligada ao governo canadense, as retaliações foram planejadas após o fracasso das negociações que buscavam um entendimento para o futuro do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). Ainda que há duas semanas as conversas parecessem avançar, o impasse se manteve, levando o Canadá a aplicar tarifas como uma forma de resistência diante do que considera uma postura hostil de Washington. Segundo um especialista ouvido pela fonte, as tensões aumentaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusar a prorrogar o acordo por mais uma década, o que teria sido uma das soluções preferidas pelo Canadá para garantir maior estabilidade nas trocas comerciais.
Segundo análises de fontes próximas ao caso, o próprio primeiro-ministro canadense, Mark Carney, teria aumentado a pressão econômica contra os Estados Unidos, buscando uma resposta à ofensiva tarifária americana. Um especialista comentou que o clima de incerteza reforça a preocupação de que a escalada possa gerar uma espiral de retaliações na relação bilateral, o que pode afetar diversos setores da economia canadense e americana. Ainda assim, não há confirmação de que o Canadá tenha planejado declarar tarifas retaliatórias contra os EUA nesta mesma terça-feira, embora uma fonte tenha indicado que essa possibilidade não esteja descartada nesta semana.
Michael Harvey, diretor-executivo da Canadian Agri-Food Trade Alliance e integrante de um comitê consultivo que acompanha as relações econômicas entre os dois países, afirmou que há uma grande preocupação com o aumento das tensões. Segundo ele, "estamos preocupados com uma espiral de escalada, mas ao mesmo tempo entendemos que o primeiro-ministro precisa encontrar áreas de influência para negociar". A situação gera incertezas não só sobre o futuro do comércio bilateral, mas também sobre o impacto na economia global, considerando a importância dos EUA e Canadá como parceiros comerciais.
A disputa, que ainda não foi formalmente resolvida, revela um momento delicado nas relações comerciais internacionais, sobretudo enquanto Washington e Ottawa tentam equilibrar interesses econômicos e estratégias políticas. A comunidade empresarial e os governos de ambos os países permanecem atentos ao desenrolar dos acontecimentos, que parecem indicar uma intensificação na guerra tarifária. Ainda não há data prevista para uma possível revisão ou suspensão das tarifas por parte do Canadá, que tenta usar essa estratégia de retaliação como instrumento de pressão para negociações mais favoráveis à sua pauta.
O que sabemos?
- Tarifas de retaliação do Canadá sobre produtos dos EUA entraram em vigor nesta terça-feira (8).
- As tarifas abrangem US$ 20 bilhões em produtos, com alíquotas de 15% a 50%.
- Medida foi uma resposta às tarifas impostas pelos EUA no fim de agosto.
- O impasse nas negociações sobre o futuro do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) continuou sem acordo há duas semanas.
- Autoridades canadenses e americanas trocaram acusações sobre o fracasso nas negociações.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- UOL Notícias imprensa





