Economia

Mudanças Regulamentares do Banco Central Impactam Empresas de Cripto no Brasil

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Corretoras enfrentam saída ou ajuste de operações devido a novas exigências de capital mínimo e licenciamento

Imagem: Folha de S.Paulo

O setor de criptoativos brasileiro passa por um momento de reestruturação após a implement ação de regras mais rígidas pelo Banco Central, levando algumas empresas a encerraram atividades ou buscarem parcerias para continuarem operando.

O mercado de criptoativos no Brasil está passando por uma fase de consolidação, após a implementação de uma nova regulamentação pelo Banco Central que impõe regras mais rigorosas para as empresas do setor. Segundo fonte do setor, agora é obrigatória a obtenção de autorização de funcionamento e o cumprimento de requisitos de capital mínimo, o que tem provocado impacto direto nas operações de corretoras que atuam no país.

Dados da Receita Federal apontam que, no primeiro semestre de 2026, o mercado movimentou aproximadamente R$ 283 bilhões, sendo R$ 177,6 bilhões negociados por corretoras. As moedas mais negociadas continuam sendo as stablecoins USDT e USDC, além do Bitcoin. Ainda segundo informações da fonte, várias corretoras decidiram encerrar suas atividades no Brasil neste ano, incluindo nomes como Bitnuvem, NovaDAX, Digitra.com e Coinext. Outras, como Crypto.com, Bitso e Bity, anunciaram ajustes em seus serviços devido ao aumento de custos relacionados às novas exigências, especialmente o capital mínimo obrigatório.

Empresas que não obtiverem a autorização até o prazo final, que é 30 de outubro, poderão ser obrigadas a interromper suas operações. Ainda não há dados oficiais sobre o número de empresas que planejam solicitar a licença, mas estima-se que entre 15 e 30 das cerca de 45 associadas à ABcripto, entidade que representa o setor, estejam nesse processo. De acordo com Diego Pérez, vice-presidente da entidade, as novas regras reforçam a segurança e a fortalecimento do mercado, beneficiando tanto as corretoras quanto os investidores.

Por enquanto, o cenário aponta para uma fase de ajustes e possíveis reduções no número de players no setor de criptomoedas no país, um movimento que, segundo analistas, deve contribuir para uma maior estabilidade no mercado brasileiro. Ainda que a regulamentação seja vista por alguns como um avanço para a solidez do setor, ela também traz desafios financeiros e operacionais para as empresas, que terão que se adaptar às novas condições legais no próximo mês.

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O que sabemos?

  • As regras mais rígidas incluem exigência de capital mínimo e licença de operação.
  • Algumas corretoras já anunciaram fechamento de atividades no Brasil.
  • O prazo para solicitação de licença é até 30 de outubro de 2026.
  • Estimativa de 15 a 30 empresas entre 45 associadas planejam solicitar autorização.

Fontes

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