Aluguéis crescem acima da inflação em 2026, segundo pesquisa da FipeZAP
Índice mostra alta de 7,11% nos preços de residências de janeiro a setembro, quase o dobro do IPCA no período
Os valores dos aluguéis residenciais tiveram uma alta significativa neste ano, superando a inflação oficial. Apesar de desaceleração em setembro, os preços continuam pressionados em várias cidades brasileiras.
De acordo com o Índice FipeZAP, os preços dos aluguéis residenciais no Brasil subiram 7,11% entre janeiro e setembro de 2026. Este aumento é quase o dobro do índice oficial de inflação, o IPCA, que ficou em 3,95% no mesmo período, segundo dados da pesquisa. Em doze meses até setembro, o avanço dos preços chegou a 9,13%, enquanto o IPCA registrou 4,58%, indicando uma forte valorização do mercado de locação ao longo do último ano.
Na análise mensal de setembro, o índice apontou um avanço de 0,52%, uma desaceleração em relação aos 0,55% de agosto. Em abril, o aumento havia sido mais expressivo, de 1,04%. A desaceleração gradual, no entanto, não significa uma queda nos preços de fato, já que, segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, a maioria das 36 cidades investigadas manteve a valorização. "A sequência de alta mostra uma moderação dos reajustes, mas não a interrupção da valorização do mercado", afirmou ela, explicando que fatores como menor espaço para novos reajustes, dificuldades de pagamento por parte das famílias e as condições de oferta e demanda local influenciam esse comportamento.
Segundo o levantamento, 31 das 36 cidades monitoradas continuam registrando aumento nos preços de aluguel, incluindo 22 capitais brasileiras. Esses dados revelam que o mercado de locação não está desacelerando de forma geral, mesmo com o ritmo mais lento de crescimento. Ainda assim, especialistas alertam que a dinâmica entre oferta, demanda e capacidade de pagamento das famílias são variáveis que podem alterar esse cenário nos próximos meses.
O cenário mais restrito para financiamentos imobiliários também é apontado por Mariangela como um dos fatores que podem manter a pressão sobre o mercado de locação, uma vez que, com menos opções de compra, mais pessoas podem optar por alugar, elevando a demanda e os preços. Assim, apesar da desaceleração, o valor dos aluguéis continua em alta em diversas regiões, reforçando a preocupação de quem depende dos alugueis ou busca investir no setor imobiliário.
Para quem acompanha os movimentos do mercado imobiliário, esses números reforçam uma tendência de valorização constante, mesmo que de forma mais moderada. Em uma conjuntura onde os preços continuam subindo, mesmo que lentamente, torna-se cada vez mais relevante a análise do mercado local e das condições econômicas que afetam essa evolução.
O que sabemos?
- Os preços dos aluguéis subiram 7,11% entre janeiro e setembro de 2026.
- A alta no período foi quase o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, de 3,95%.
- Nos 12 meses até setembro, o aumento foi de 9,13%, acima de 4,58% do IPCA.
- Em setembro, houve uma alta de 0,52% nos preços de aluguel, desacelerando em relação aos meses anteriores.
- A maioria das 36 cidades monitoradas continua apresentando valorizações, incluindo 22 capitais.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




