Economia

Benefícios do Bolsa Família de setembro são pagos nesta quinta-feira, com mudanças nos valores e orçamento

Confirmada por múltiplas fontes ?

Reajuste aprovado pelo governo aumenta o piso do programa e impacta o orçamento de 2026

Imagem ilustrativa de beneficiários recebendo auxílio social
Imagem: Agência Brasil

Nesta quinta-feira, beneficiários com NIS de final 6 recebem a parcela de setembro do Bolsa Família. O governo reajusta o benefício, ampliando valores e alterando o orçamento previsto para o próximo ano.

Nesta quinta-feira (24), a Caixa Econômica Federal inicia o pagamento da parcela de setembro do Bolsa Família para quem possui NIS (Número de Inscrição Social) de final 6, beneficiando cerca de 19,29 milhões de famílias no país. Segundo a própria Caixa, o valor médio do benefício neste mês é de R$ 678,18, sendo que o valor mínimo do benefício permanece em R$ 600. Além do benefício regular, há a previsão de três adicionais, cujos detalhes estão disponíveis pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado pelos beneficiários para consultar suas contas digitais.

Este mês também marcou o início do pagamento unificado para moradores de 179 municípios de sete estados brasileiros, incluindo Acre, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Essa medida, ainda segundo a fonte oficial, foi aplicada independentemente do final do NIS, em regiões em estado de emergência ou calamidade pública. O pagamento unificado tem por objetivo agilizar o benefício em localidades que enfrentam dificuldades em suas condições socioeconômicas.

O benefício, que começou a ser reajustado este ano, agora passa a ter um piso de R$ 691 em outubro, um aumento frente aos R$ 600 atuais. O benefício médio também subirá, de R$ 675 para R$ 777, conforme informações do Ministério do Planejamento. A mudança, anunciada pelo governo, deve impactar diretamente cerca de 19 milhões de famílias, além de representar um investimento de aproximadamente R$ 5,8 bilhões neste ano para cobrir o reajuste.

Por outro lado, o governo anunciou que ajustou o orçamento previsto para 2026, incluindo o aumento do Bolsa Família, o que levou a uma elevação na estimativa do déficit fiscal do país. De acordo com o relatório de receitas e despesas divulgado pelo Ministério, o déficit projetado subiu de R$ 52 bilhões para R$ 67,3 bilhões, ou seja, de 0,38% para 0,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Para custear o reajuste, o governo também liberou cerca de R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios, embora Bruno Moretti, ministro do Planejamento, tenha afirmado que essa quantia, em tese, não ficará disponível para uso imediato até a publicação do detalhamento oficial até o final de setembro.

Desde junho de 2023, o benefício do Bolsa Família também conta com uma regra de proteção, que permite que famílias que conseguem emprego e aumentam sua renda recebam metade do benefício por até dois anos, desde que cada membro receba até meio salário mínimo. A medida, segundo a fonte, foi adotada para oferecer uma rede de segurança para os beneficiários que passem por mudanças econômicas, embora o período de proteção tenha sido reduzido, agora sendo limitado a um ano para novas entradas na regra. A partir de 2024, os beneficiários que ingressaram na regra continuam recebendo metade do benefício por até dois anos, conforme a legislação vigente até maio de 2025.

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O que sabemos?

  • Beneficiários com NIS final 6 recebem parcela de setembro do Bolsa Família.
  • Valor médio do benefício é de R$ 678,18.
  • Reajuste levou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 em outubro.
  • Aumento faz parte de reajuste anunciado pelo governo, que investirá cerca de R$ 5,8 bilhões neste ano.
  • Governo ajustou o orçamento para 2026, elevando o déficit para R$ 67,3 bilhões.

Fontes

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