Ministro esclarece aporte de R$ 6 bilhões para os Correios e destaca contrapartidas necessárias
Bruno Moretti afirma que recursos visam reestruturação da estatal e corrigir sua rota financeira
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que o aporte de R$ 6 bilhões da União nos Correios não é uma transferência simples de recursos, mas parte de um processo de correção e exige contrapartidas da empresa. O prejuízo da estatal diminuiu no segundo trimestre de 2026, segundo números recentes.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, esclareceu nesta segunda-feira (31) que o aporte financeiro de R$ 6 bilhões da União nos Correios não pode ser interpretado como uma transferência direta de recursos, como um "Pix" à empresa. Segundo ele, se trata de uma medida que demanda contrapartidas da estatal para melhorar sua saúde financeira e promover uma reestruturação.
De acordo com o ministro, esse montante é uma resposta ao pedido dos cinco bancos que concederam um empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios no fim do ano passado: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. Eles solicitaram que o governo faça essa injeção de recursos para garantir a sustentabilidade da companhia. Bruno Moretti ressaltou que o objetivo é "construir um processo de correção de rota" para a empresa, que vive um momento de crise financeira e risco de falta de caixa.
Os números mais recentes divulgados pela estatal, segundo o ministro, mostram avanços em relação às expectativas negativas anteriores. O Ebitda, que é o lucro operacional antes de descontar juros, impostos, depreciação e amortização, apresentou resultado melhor do que o esperado pela equipe econômica. Apesar disso, a empresa ainda opera no vermelho e acumulou um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. Esse valor representa uma redução de 5,5% em relação à perda de R$ 2,53 bilhões no mesmo período do ano passado.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve uma melhora significativa de 24,4%. No acumulado do primeiro semestre, a estatal fechou com prejuízo de R$ 5,55 bilhões, conforme os dados publicados neste fim de semana, segundo apurou a Folha de S.Paulo.
O aporte da União e o processo de reestruturação estão em curso como uma tentativa de garantir a sobrevivência e recuperação dos Correios, que enfrentam dificuldades econômicas expressivas. Ainda não há confirmação oficial de outras fontes sobre os detalhes desse aporte e das contrapartidas exigidas do governo e da empresa.
O que sabemos?
- O aporte de R$ 6 bilhões não é uma doação, mas exige contrapartidas dos Correios
- O valor foi solicitado pelos cinco bancos credores da estatal
- Correios tiveram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no 2º trimestre de 2026, com melhora em relação a 2025
- No 1º semestre de 2026, os Correios acumulam prejuízo de R$ 5,55 bilhões
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





