Leilões de petróleo e gás na Petrobras movimentam o Brasil nesta quarta-feira
Bônus mínimos somam mais de R$ 2 bilhões em recentes leilões promovidos pela ANP
Nesta quarta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realiza dois grandes leilões de áreas exploratórias de petróleo e gás natural no Brasil. Ao todo, o valor mínimo a ser arrecadado pelo governo é de aproximadamente R$ 2,18 bilhões, dependendo das propostas vencedoras.
Nesta quarta-feira, o Brasil assiste a uma rodada de leilões de petróleo e gás promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo fontes da própria agência, o evento reúne duas sessões que irão ofertar 326 áreas de exploração, incluindo algumas já com produção ou descobertas menores, além de blocos sob regimes de concessão e de partilha de produção. O valor mínimo que o Governo Federal espera arrecadar com esses negócios é de R$ 2,186 bilhões, valor que, contudo, só será confirmado se todas as áreas forem efetivamente adquiridas, uma vez que ainda não há garantias de propostas vencedoras para todas elas.
A primeira sessão, que acontece às 9h, corresponde ao 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, enquanto a segunda, às 14h, trata do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão. No modelo de partilha, utilizado para os 13 blocos ofertados na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, parte da produção fica com a União, que além do bônus de assinatura fixo, compete oferecendo uma maior parcela do petróleo e gás produzidos após recuperação dos custos. Os blocos na Bacia de Campos incluem áreas denominadas Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita, enquanto na Bacia de Santos estão as áreas Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita, envolve ainda as bacias de Campos e Santos, entre os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo informações do próprio órgão regulador, a expectativa é de forte interesse, especialmente no leilão de blocos ligados à exploração do pré-sal, que sempre atraiu empresas disputando ativos estratégicos, devido à alta rentabilidade promissora nesta região. Além disso, 19 companhias estão aptas a participar do leilão de blocos sob o regime de partilha, incluindo nomes de peso na indústria global do petróleo, como Petrobras, Chevron, BP, TotalEnergies e Shell. Para esse leilão, serão ofertados 13 blocos, enquanto outro leilão com mais de 300 blocos, sob regime de concessão, acontecerá na mesma quarta-feira, envolvendo 22 setores exploratórios com dezenas de empresas previamente listadas.
Analistas do setor avaliam esse movimento estratégico do Brasil como parte de uma tentativa de ampliar sua participação no mercado global de energia, especialmente numa conjuntura de aumento nos preços do petróleo e crescente importância do Atlântico Sul como rota de suprimento de energia fora do Oriente Médio. Especialistas também destacam que as empresas brasileiras, incluindo as independentes, veem nessas oportunidades uma chance de renovar seus portfólios exploratórios e reduzir a dependência de regiões consideradas de maior risco geopolítico, como algumas na América do Norte e na Argentina. Ainda assim, por se tratar de processos licitatórios, o sucesso de arrecadação depende do interesse efetivo das empresas na oferta, o que ainda não foi confirmado oficialmente.
O que sabemos?
- ANP realiza dois leilões de petróleo e gás na quarta-feira
- Valor mínimo total para as áreas ofertadas é de aproximadamente R$ 2,18 bilhões
- São oferecidas 326 áreas, incluindo blocos de partilha e concessão
- Leilão de blocos de pré-sal atrai forte interesse de grandes empresas do setor
- As rodadas ocorrem em um contexto de alta nos preços internacionais do petróleo
Fontes
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa





