Economia

Instituições financeiras digitais impulsionam PIB em R$ 1,6 trilhão entre 2016 e 2026

Em apuração ?

Estudo aponta contribuição relevante de bancos digitais e fintechs para crescimento econômico, estimulada por inovações regulatórias

Ilustração de dispositivos móveis com ícones de aplicativos bancários digitais
Imagem: Folha de S.Paulo

Pesquisa realizada pelo Reglab demonstra que serviços financeiros digitais ampliaram consumo e investimento no Brasil, representando um aumento de 2,2% do PIB no primeiro trimestre de 2026.

Instituições financeiras digitais têm papel decisivo no crescimento econômico do Brasil na última década, de acordo com pesquisa divulgada pelo Reglab (Centro de Estratégia e Regulação). O estudo, apresentado apenas à Folha de S.Paulo até o momento e encomendado pela Zetta, associação que representa 35 empresas do setor, revela que bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento aumentaram o Produto Interno Bruto (PIB) do país em R$ 1,6 trilhão entre 2016 e o primeiro trimestre de 2026.

Esse impulso, segundo a pesquisa, se deve em grande parte a uma série de mudanças regulatórias incentivadas pelo Banco Central durante esse período, como a criação do Pix, a portabilidade financeira e o Open Finance — sistema que permite o compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre diferentes instituições. Sem essas instituições digitais, o valor do PIB no início de 2026 seria 2,2% menor em termos reais, o que afetaria diretamente o orçamento das famílias brasileiras e também a dinâmica da atividade produtiva.

O levantamento aponta que do total do aumento de R$ 1,6 trilhão, R$ 982 bilhões derivaram do crescimento no consumo das famílias, ao passo que outros R$ 371 bilhões vieram do investimento agregado na economia. Isso demonstra que a participação desses serviços digitais vai além de facilitar transações bancárias, influenciando decisões econômicas e ampliando o acesso ao crédito e outros produtos financeiros.

As instituições financeiras digitais caracterizam-se por oferecer todos seus serviços exclusivamente pela internet, sem o uso de agências físicas. Além de bancos digitais tradicionais, o grupo engloba fintechs — startups focadas em tecnologia financeira — e diversas instituições de pagamento que operam por meio de aplicativos e plataformas online. Esse modelo contribui para a ampliação da inclusão financeira e para a modernização do sistema bancário.

Entretanto, o estudo foi apresentado em um momento delicado para o setor, marcado por discussões em torno da segurança e da confiabilidade das instituições digitais. Relatos recentes de fraudes cibernéticas e o envolvimento de algumas empresas com atividades ilícitas criaram dúvidas sobre a agenda de inovação e competitividade no ramo. Por enquanto, o estudo está restrito à apresentação na Zetta Summit, evento que teve início em 1º de agosto de 2026, em Brasília, e ainda não teve sua divulgação oficial ampla, o que faz com que essas informações estejam, até o momento, confirmadas apenas pela Folha de S.Paulo.

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O que sabemos?

  • Instituições financeiras digitais aumentaram o PIB brasileiro em R$ 1,6 trilhão entre 2016 e o primeiro trimestre de 2026
  • O ganho incluiu R$ 982 bilhões adicionais no consumo das famílias e R$ 371 bilhões em investimento agregado
  • Esse crescimento está ligado a mudanças regulatórias promovidas pelo Banco Central, como Pix, portabilidades e Open Finance
  • O estudo foi encomendado pela Zetta e apresentado na Zetta Summit em Brasília, mas só consta oficialmente da Folha de S.Paulo até o momento

Fontes

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