Empresas brasileiras aumentam previsão de inflação para 2027 e expressam maior pessimismo econômico
Pesquisa do Banco Central revela projeções mais altas de inflação e deterioração na percepção da situação atual do país
Segundo levantamento com 379 empresas, a expectativa de inflação para 2027 subiu, enquanto o pessimismo em relação à economia brasileira também cresceu. As projeções de crescimento do PIB tiveram leves mudanças, e a previsão do dólar para os próximos seis meses indicou cotação maior.
Uma recente pesquisa do Banco Central do Brasil revelou que as empresas consultadas estão usando projeções mais altas para a inflação em 2027 e demonstrando um aumento no pessimismo com a economia nacional. O levantamento, realizado entre 10 e 28 de agosto com 379 empresas, mostra que, apesar de uma leve melhora na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, as expectativas para o ano seguinte pioraram, indicando uma recuperação mais moderada. Segundo dados do próprio Banco Central, a previsão de crescimento do PIB passou de 1,8% para 1,9% em 2026, mas recuou de 1,8% para 1,5% em 2027. Além disso, a projeção para a inflação em 2027 foi mantida em 4,0%, enquanto a expectativa de inflação para 2026 foi ajustada para 5,0%.
Outro ponto de destaque da pesquisa foi a percepção dos empresários acerca da situação econômica atual no Brasil, que, pela segunda vez consecutiva, apresentou deterioração em relação ao trimestre anterior. Segundo o relatório, há uma preocupação crescente com custos mais elevados de mão de obra e insumos, além de uma visão mais pessimista em relação ao desempenho de seus próprios setores.
Ao mesmo tempo, a expectativa do mercado quanto à valorização do dólar para os próximos seis meses também se intensificou após cinco quedas consecutivas: a mediana das projeções passou de R$ 5,15 para R$ 5,20, indicando uma previsão de cotação mais alta, o que pode impactar diversos setores da economia, especialmente os ligados às importações e custos de produção.
Segundo uma fonte especializada na área econômica, tais mudanças refletem um ambiente de maior incerteza e ajustamento diante de fatores diversos que afetam a percepção dos empresários. Ainda não há confirmação oficial de como o governo ou o Banco Central irão reagir a essas projeções, mas o cenário indica uma possível pressão para políticas que possam conter a inflação e estimular a confiança na economia nacional.
O que sabemos?
- A pesquisa do Banco Central ouviu 379 empresas entre 10 e 28 de agosto.
- Projeção de inflação para 2027 foi mantida em 4,0%.
- Expectativa de crescimento do PIB em 2026 foi ajustada de 1,8% para 1,9%.
- Expectativa de crescimento do PIB em 2027 caiu de 1,8% para 1,5%.
- Projeção do dólar para os próximos seis meses subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- CNN Brasil imprensa




