Economia

Petrobras atinge novo recorde de valor de mercado após descoberta de petróleo no Amapá

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Empresa acrescenta quase R$ 21 bilhões em um dia após anúncio de novas reservas na Amazônia

Imagem conceitual de plataformas de petróleo na Amazônia
Imagem: Agência Brasil

A Petrobras alcançou um valor de mercado de R$ 700,08 bilhões nesta sexta-feira, após divulgar uma descoberta de petróleo em águas profundas no Amapá, aumentando expectativas de uma nova fronteira de exploração.

A Petrobras atingiu o valor de mercado de R$ 700,08 bilhões ao fechar o pregão na B3 nesta sexta-feira, um recorde para a companhia, segundo informações divulgadas pela própria empresa. Essa valorização significativa aconteceu logo após o anúncio de descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, fato que animou o mercado e elevou o valor das ações da estatal. Apenas nesta sexta, a Petrobras conseguiu adicionar R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado, com as ações preferenciais subindo 2,81% e as ordinárias avançando 3,25%, refletindo o otimismo dos investidores sobre o potencial de novas reservas na região.

Segundo a própria Petrobras, a descoberta na segunda perfuração de petróleo no poço Morpho reforça a expectativa de que essa área, ainda pouco explorada, possa se tornar uma nova fronteira de exploração no Brasil. A presidente da companhia, Magda Chambriard, em coletiva de imprensa também nesta sexta, afirmou que a expectativa é de que o volume potencial recuperável na Bacia da Foz do Amazonas possa chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente—uma medida que combina petróleo e gás natural. Essa impressiva estimativa chama atenção considerando que o estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta para um potencial significativo na região.

O contexto, no entanto, traz também uma discussão sobre os possíveis riscos ambientais e sociais, já que na segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação na Justiça pedindo a suspensão das atividades de exploração na mesma área. A ação, registrada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, aponta que fatos recentes indicam insegurança na operação, como um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em uma operação de perfuração em janeiro. Além disso, o MPF alega que a Petrobras não fez a devida consulta prévia às comunidades indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho. Ainda não há confirmação oficial de que essa ação tenha consequências práticas ou de que a licença ambiental será suspensa, já que o clube não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Este avanço na exploração de petróleo ocorre em um momento de forte valorização da Petrobras. Ao longo de 2026, a avaliação é de que a empresa atingiu três outros recordes de valor de mercado, com picos em março, abril e setembro, além do recorde desta sexta-feira. De janeiro a setembro, a companhia gerou um aumento de aproximadamente 185% em valor de mercado, considerando dividendos e juros sobre capital próprio, um desempenho que supera o de outras grandes petroleiras internacionais, como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP. Apesar do otimismo, as questões ambientais e sociais continuam sendo pontos críticos que podem influenciar o futuro da exploração na região, colocando em evidência os debates sobre sustentabilidade e responsabilidade social nesse tipo de atividade.

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O que sabemos?

  • Petrobras atingiu R$ 700,08 bilhões no valor de mercado em 2 de novembro de 2023.
  • A descoberta de petróleo ocorreu na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
  • A nova descoberta aumenta as expectativas de uma nova fronteira de exploração no país.
  • O estudo da EPE estima que o potencial recuperável na região pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente.

Fontes

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