Índice do medo bate recorde e aumenta a preocupação antes das eleições de 2026
Mercado brasileiro registra picos de volatilidade com expectativa crescente de instabilidade política
O índice que mede a expectativa de risco no mercado brasileiro atingiu sua segunda máxima consecutiva, próximo às eleições de 2026. Especialistas destacam a relação entre insegurança política e a alta na volatilidade.
Na última sexta-feira (2), o "Índice do Medo", que acompanha a percepção de risco dos investidores no mercado financeiro brasileiro, atingiu seu segundo recorde consecutivo, chegando a mais de 32 pontos. Segundo informações da fonte, trata-se de um indicador criado em 2024, que mede a expectativa de volatilidade do mercado com base na volatilidade implícita de opções sobre o índice B3 Ibovespa. O fechamento da sessão foi em 32,77 pontos, um avanço de aproximadamente 1,17% em relação ao dia anterior, quando marcou 32,39 pontos.
O aumento constante nas últimas semanas reforça a sensação de insegurança à medida que se aproxima o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (4). Ainda segundo a fonte, na segunda-feira(28) do mesmo ano, o índice fechou em 31,84 pontos, atingindo uma máxima histórica; na terça-feira (29), chegou a 32,06 pontos. A escalada evidencia um clima de instabilidade que preocupa analistas e investidores, sobretudo diante da disputa eleitoral acirrada entre candidatos com diferentes propostas para o futuro do país.
Além do cenário político, fatores internacionais também parecem influenciar esse momento de tensão. A liberação de 100 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência do G7, como medida para conter a alta de preços, levou a uma queda no valor do petróleo Brent e WTI, que tiveram redução de cerca de 0,06 e 1,9%, respectivamente. Ainda assim, o petróleo mantém suas altas semanais — o Brent subiu quase 5%, enquanto o WTI recuou pouco mais de 1% — e as tensões no Oriente Médio continuam elevadas, o que mantém o mercado internacional em alerta.
Na esfera financeira, o mercado de ações dos Estados Unidos respondeu com otimismo após dados de emprego abaixo do esperado, o que alimenta a expectativa de que o Federal Reserve poderá manter os juros atuais na próxima reunião. O dólar fechou a R$ 5,2173, com uma queda de 0,13%, mas acumulando alta semanal de 0,65% e queda de 4,95% no acumulado do ano, de acordo com a fonte. Essas movimentações também impactam o mercado brasileiro, que acompanha as oscilações globais com atenção, especialmente diante do clima político carregado de incertezas.
O que se sabe, portanto, é que o índice de volatilidade, conhecido como "índice do medo", continua seu ritmo de recordes, refletindo a ansiedade crescente dos investidores em torno do processo eleitoral e do cenário internacional. Ainda não há confirmações oficiais sobre os efeitos específicos dessa volatilidade na economia real ou nas decisões de investidores e empresas, mas o dado reforça a ideia de que o clima de incerteza deve predominar até a definição do quadro político no próximo domingo.
O que sabemos?
- Índice do medo atingiu mais de 32 pontos na sexta-feira (2).
- O índice mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro.
- Na segunda-feira (28), o índice tinha fechado em 31,84 pontos.
- Na terça-feira (29), chegou a 32,06 pontos, atingindo um novo pico.
- A proximidade das eleições de 2026 parece influenciar essa alta na expectativa de risco.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





