Economia

Nike anuncia cortes de empregos e reduz previsão de receita, sinalizando reestruturação agressiva

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Empresa americana enfrenta dificuldades no mercado global e planeja mudanças estratégicas

Logo da Nike exibida em uma vitrine com anúncio de corte de custos
Imagem: Folha de S.Paulo

A Nike revelou planos de reduzir seu quadro de funcionários e reorganizar suas divisões globais após previsão de queda nas vendas e resultados financeiros pessimistas.

A Nike anunciou recentemente uma série de medidas estratégicas de reestruturação que chamaram a atenção do mercado financeiro e dos consumidores. De acordo com informações divulgadas por uma fonte ligada à companhia nesta quinta-feira (1º), a gigante de artigos esportivos planeja cortar cerca de 73 mil empregos em todo o mundo, como parte de um esforço para reduzir custos em US$ 2,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 13 bilhões. Além disso, a empresa pretende abrir um novo campus em Bengaluru, na Índia, e consolidar suas divisões geográficas de quatro para três regiões, buscando maior agilidade nas operações. Segundo a fonte, o CEO Elliott Hill afirmou que, "o futuro pertencerá às empresas que conseguirem se mover mais rápido, atender atletas e consumidores de forma mais local e investir com mais agressividade em inovação. Para isso, a Nike precisa fazer mudanças para se tornar uma empresa mais ágil, eficiente e focada no atleta".

As consequências dessas mudanças já aparecem nas ações da companhia, que caíram 6,6% após o fechamento do mercado, atingindo seu nível mais baixo desde 2013. Essa queda se soma a uma desvalorização que já supera a metade do valor de mercado da Nike ao longo do último ano, refletindo um cenário de incerteza e dificuldades. Ainda segundo fontes próximas, a atual reestruturação ocorre em meio a uma desaceleração nas vendas, especialmente na China, onde as vendas no primeiro trimestre tiveram uma queda de 26% em moeda constante. Ainda não há confirmação oficial de que essas medidas tenham relação direta com a desvantagem nos números, mas analistas destacam que a companhia está buscando retomar o crescimento, focando em esportes como corrida e renovando relações com varejistas atacadistas, além de tentar lançar produtos novos mais atraentes.

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro está de olho na capacidade da Nike de se adaptar às mudanças de comportamento do consumidor e às pressões globais. Os resultados do primeiro trimestre ficaram abaixo das expectativas, e a companhia admitiu publicamente que os desafios podem persistir pelos próximos trimestres. Ainda não há uma data para que essas ações de reestruturação comecem a apresentar resultados concretos, e a empresa não se pronunciou oficialmente sobre detalhes específicos das mudanças. O cenário atual reforça o momento delicado pelo qual passa a gigante do vestuário esportivo, que busca, de um lado, cortar custos e, de outro, inovar para recuperar sua posição no mercado mundial.

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O que sabemos?

  • Nike prevê queda na receita e cortes de empregos
  • A empresa planeja reduzir seu quadro de 73 mil funcionários
  • As vendas na China caíram 26% no primeiro trimestre
  • Ações da Nike caíram 6,6% após o fechamento do mercado
  • A reestruturação inclui reorganização das divisões globais e abertura de novo campus na Índia

Fontes

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