Economia

Indicadores econômicos do Brasil mostram queda no consumo das famílias no segundo trimestre de 2026

Em apuração ?

Dados do IBGE revelam desaceleração na economia, apesar de sinais de força no mercado de trabalho

Gráfico do crescimento do PIB no Brasil em 2026
Imagem: Folha de S.Paulo

O consumo das famílias brasileiras recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026, enquanto os investimentos seguiram desacelerando. Governo busca medidas de estímulo para evitar uma queda mais forte.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE, o consumo das famílias no Brasil teve uma redução de 0,4% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. Essa queda representa uma desaceleração na demanda por bens e serviços, que responde por aproximadamente 65% do Produto Interno Bruto (PIB) sob a ótica da demanda.

A alta no consumo no primeiro trimestre de 2026, de 0,8%, não se repetiu neste período, refletindo um cenário mais complicado para a economia brasileira, marcado por juros elevados. As altas taxas de juros têm dificultado tanto os investimentos produtivos quanto o consumo das famílias, que também enfrentam um expressivo nível de endividamento. Ainda assim, o mercado de trabalho brasileiro mostrou sinais de força, com empregos e renda sustentando o consumo de modo geral.

Nos investimentos produtivos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), houve uma alta de 1,2% no segundo trimestre — um sinal de que, apesar da desaceleração, o setor de investimentos ainda apresenta alguma resiliência. Essa leve elevação está aquém do crescimento de 3,4% observado nos três primeiros meses de 2026, indicando que o ritmo de avanço está perdendo força.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou medidas de estímulo para tentar evitar uma desaceleração mais forte antes das eleições.

O cenário revela uma economia brasileira que, apesar de mostrar sinais de vigor no mercado de trabalho, enfrenta desafios claros devido ao encarecimento do crédito e à retração no consumo. Ainda não há uma previsão oficial sobre a velocidade com que a economia brasileira poderá retomar o ritmo de crescimento, e grandes mudanças dependem de fatores internos e externos que ainda precisam ser confirmados pelas autoridades econômicas.

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O que sabemos?

  • O consumo das famílias brasileiras recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior.
  • No primeiro trimestre de 2026, o consumo das famílias havia crescido 0,8%.
  • O consumo das famílias representa cerca de 65% do PIB na ótica da demanda por bens e serviços.
  • A última queda no consumo havia ocorrido no terceiro trimestre de 2025.
  • Os investimentos produtivos (FBCF) cresceram 1,2% no segundo trimestre de 2026, desacelerando ante os 3,4% do primeiro trimestre.
  • O segundo trimestre de 2026 foi marcado por juros altos no país, o que dificulta investimentos e consumo.
  • O endividamento das famílias é um fator que restringe o consumo.
  • O mercado de trabalho brasileiro mostrou sinais de força nesse período.
  • O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou medidas de estímulo para conter a desaceleração da economia antes das eleições.
  • Ainda não há previsão oficial sobre o ritmo de recuperação da economia brasileira.

Fontes

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