Economia brasileira desacelera após crescimento forte, aponta economista da XP
Caio Megale destaca efeitos colaterais do crescimento, como juros altos e tributação elevada e incerta
Durante seminário em São Paulo, Caio Megale avaliou que a economia brasileira já mostra sinais claros de desaceleração, apesar de recorde na arrecadação e estímulos econômicos. Ele ressaltou o impacto negativo dos juros altos e da alta tributação, além do aumento da dívida pública.
O crescimento expressivo da economia brasileira nos últimos anos, embora importante para o desenvolvimento do país, tem apresentado efeitos colaterais que preocupam especialistas. Segundo Caio Megale, economista-chefe da XP, durante o seminário “Rumos da Economia”, realizado em São Paulo na terça-feira (1º), os juros elevados e a tributação elevada e incerta são consequências diretas desse crescimento intenso.
Megale destacou que, mesmo com os estímulos econômicos adotados pelo governo, o consumo no segundo trimestre deste ano foi fraco, evidenciando sinais mais claros de desaceleração da economia brasileira. No evento promovido pelo Lide, ele ressaltou a pressão crescente sobre as contas públicas, explicando que, embora o governo tenha batido recorde na arrecadação, não conseguiu gerar superávit fiscal. Além disso, segundo ele, a dívida pública aumentou cerca de quatro pontos percentuais neste ano.
De acordo com o economista, os dois grandes desafios decorrentes do crescimento forte dos anos anteriores são os juros muito altos e a elevada tributação, que também é marcada pela incerteza. Ele afirmou: “Crescimento forte nos últimos anos foi importante, mas o excesso gerou dois efeitos colaterais complicados: juros muito altos e tributação elevada e incerta”.
Sobre a política monetária, Megale considerou que o Banco Central deve manter cautela diante dos choques de custos que ainda impactam a economia e que a tendência é que os juros continuem caindo de maneira gradual. Ele ainda ponderou que uma definição mais clara do cenário fiscal após as eleições poderá abrir espaço para uma redução mais significativa das taxas de juros a partir do próximo ano, desde que haja avanço no reequilíbrio das contas públicas.
Apesar do otimismo moderado quanto à trajetória dos juros, a análise do economista indica que o crescimento econômico brasileiro deve seguir uma trajetória menos robusta no curto prazo, refletindo os desafios fiscais e estruturais enfrentados pelo país.
Importante destacar que essas informações foram divulgadas unicamente pela CNN Brasil até o momento, e outras fontes ainda não confirmaram os dados apresentados por Megale.
O que sabemos?
- Economia brasileira apresentou crescimento forte nos últimos anos.
- Segundo Caio Megale, isso gerou efeitos colaterais como juros altos e tributação elevada e incerta.
- O consumo no segundo trimestre foi fraco, indicando desaceleração.
- Apesar de recorde na arrecadação, não houve superávit e a dívida pública cresceu cerca de 4 pontos percentuais em 2024.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




