Argentina promete reformas radicais enquanto queda de popularidade preocupa Milei
Economia e tecnologia no centro do projeto do presidente, mas desafios de apoio popular persistem
Javier Milei, presidente da Argentina, promete aprofundar reformas econômicas e apostar em inteligência artificial, enquanto enfrenta queda na popularidade e dificuldades para garantir apoio político antes das eleições de 2024.
Segundo fontes ainda não confirmadas oficial e exclusivamente pela Folha de S.Paulo, Javier Milei, presidente da Argentina, deu sinais de que pretende radicalizar as reformas já implementadas na economia do país. Em seu gabinete na Casa Rosada, Milei foi flagrado segurando uma motosserra dourada, símbolo de sua vontade de cortar gastos públicos e reformar a estrutura econômica do país. Segundo ele, as mudanças até agora realizadas são "mais do que tudo o que foi feito nos últimos cem anos na Argentina somados", e promete que seu próximo pacote de reformas será ainda mais profundo.
De acordo com a mesma fonte, Milei afirmou que deseja posicionar a Argentina como uma potência mundial na área de inteligência artificial, acreditando que o país pode alcançar os Estados Unidos em apenas 20 anos. Ele acredita que a IA pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento econômico, desde que não haja interferência estatal indevida. Em uma declaração otimista, o presidente declarou: "A IA só pode fazer o bem; o único mal que pode ser causado é se os Estados interferirem." Ainda assim, esse momento de apostas agressivas contrasta com o cenário atual, no qual sua popularidade está em baixa e o crescimento econômico, outrora promissor, enfrenta dificuldades.
Segundo especialistas, Milei herdou uma situação econômica complicada ao assumir o cargo em dezembro de 2023, com inflação chegando a 13% ao mês e gastos públicos descontrolados, impulsionados pela impressão de dinheiro. Desde então, ele conseguiu implementar medidas que reduziram a inflação para cerca de 2% ao mês e reduziram a taxa de pobreza em aproximadamente um terço, chegando a 28%. Além disso, o governo tem adotado uma política de fortalecimento das reservas internacionais por meio de compras agressivas de dólares, facilitadas pelo boom das exportações de petróleo. Milei também eliminou aproximadamente 17 mil regulamentos que sobrecarregavam a economia e promoveu uma reforma trabalhista abrangente, aprovada no início deste ano.
Apesar dessas ações considerada por seus apoiadores como relevantes, ainda não se sabe se esse esforço será suficiente para garantir sua reeleição, marcada para outubro do próximo ano. Segundo fontes, a aprovação negativa de Milei entre a população aumenta o risco de uma disputa acirrada, especialmente se um candidato de esquerda, defensor de um Estado mais intervencionista, conseguir conquistar os eleitores com propostas contrárias às reformas liberais lideradas pelo presidente. Ainda não há confirmações de que um rival esteja oficialmente se preparando para essa disputa, e o próprio governo permanece em silêncio quanto a possíveis novas estratégias eleitorais.
A questão central que paira no ar é se o presidente continuará apostando na via radical para conquistar um segundo mandato ou se dará passos mais moderados, especialmente diante de um cenário econômico ainda instável. Segundo fontes, a aposta do momento é pelo continuação do programa de reformas e pelo incentivo ao uso da tecnologia, especialmente da inteligência artificial, como forma de impulsionar o desenvolvimento do país, mesmo que tudo ainda esteja em fase de implementação e avaliação.
O que sabemos?
- Milei promete aprofundar reformas econômicas na Argentina.
- Ele acredita que o país pode se tornar uma potência mundial em inteligência artificial em 20 anos.
- Desde que assumiu, Milei conseguiu reduzir a inflação de 13% ao mês para cerca de 2%.
- Eliminou 17 mil regulamentos e aprovou uma reforma trabalhista.
- A popularidade do presidente está em baixa, aumentando o risco de disputa eleitoral acirrada.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




