Economistas elevam previsão do PIB após dois meses e reduzem projeções inflacionárias
Maior expectativa de crescimento econômico e ajustes nas metas inflacionárias marcam o início de uma recuperação modesta
Depois de seis semanas de queda, a previsão do PIB para este ano foi revista para cima, enquanto a inflação projeta-se menor pelo segundo período consecutivo, refletindo mudanças na economia brasileira.
Segundo dados divulgados pelo boletim Focus nesta segunda-feira (8), os economistas aumentaram pela primeira vez em mais de dois meses a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano, indicando uma leve retomada na expectativa de expansão da economia. A previsão passou de 1,92% na semana passada para 1,93%, marcando a primeira alta desde 29 de junho, quando o índice havia sido elevado de 1,98% para 1,99%. Antes disso, o mercado vinha revisando para baixo a estimativa de crescimento por seis semanas consecutivas, após o PIB do segundo trimestre ter crescido apenas 0,5%, uma desaceleração em relação ao crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, que ainda não confirmou oficialmente esta relação.
De acordo com a fonte, a redução na expectativa de crescimento é atribuída ao desempenho do consumo das famílias, que ficou abaixo do esperado. A taxa de despesas com bens e serviços recuou 0,4% no segundo trimestre, o que representa o menor desempenho desde os últimos três meses de 2024, quando a queda foi de 0,6%. Ainda segundo a fonte, esse cenário reflete o impacto do aperto monetário, com juros elevados que, segundo analistas, ameaçam o ritmo de crescimento econômico.
Além da revisão do PIB, os especialistas também ajustaram para baixo a projeção de inflação para 2026, que passou de 5,01% para 5%, marcando a segunda semana consecutiva de redução. Apesar do ajuste, o índice permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Quanto à política de juros, a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 13,75%, após a decisão de manter os juros em 14% nesta semana, com previsão de novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Copom marcada para os dias 15 e 16 de setembro, conforme apontam as análises atuais.
Segundo fontes, as mudanças refletem uma tentativa de equilibrar a recuperação econômica, embora a incerteza continue alta. O cenário de desaceleração, embora tímido, sugere uma resposta cautelosa às pressões internas e externas que influenciam a economia brasileira. Ainda não há confirmação oficial de todas essas projeções, que dependem de diferentes fatores políticos e econômicos que continuam sob análise pelos especialistas.
O que sabemos?
- Economistas aumentaram a previsão do PIB para 1,93%
- Primeira alta na previsão desde 29 de junho
- Previsão de inflação para 2026 caiu para 5%, segunda semana de redução
- PIB do segundo trimestre cresceu 0,5%, desaceleração prevista
- Expectativa de corte na taxa de juros para 13,75%
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




