Ciência

Possível descoberta revela que uma rainha pode ter governado o Egito há mais de cinco mil anos

Em apuração ?

Novas evidências sugerem que Meretneith pode ter comandado a antiga civilização egípcia antes de Cleópatra

Imagem: Superinteressante

Pesquisas arqueológicas apontam que uma mulher chamada Meretneith, que viveu há mais de cinco mil anos, pode ter tido papel de liderança no Egito antigo, antes mesmo de Cleópatra. A descoberta inclui possíveis evidências de que ela poderia ter sido uma governante ou uma regente.

Segundo fontes especiais, uma nova análise de achados arqueológicos sugere que uma mulher chamada Meretneith pode ter sido uma das primeiras governantes do Egito antigo, mais de cinco mil anos atrás, ainda na Primeira Dinastia, muito antes de nomes famosos como Cleópatra, Nefertiti ou Hatshepsut. Os estudos se baseiam na tumba dessa figura, localizada na cidade sagrada de Abidos, às margens do Nilo, que durante escavações no final do século XIX revelou artefatos de pedra, marfim e cobre, indicando uma sepultura de alto valor, digna de um faraó.

Segundo a fonte, o nome de Meretneith significa “amada de Neith”, referindo-se a uma das principais deusas do Egito antigo. A tumba possui uma estela, uma estrutura de pedra com inscrições em hieróglifos. Curiosamente, ao contrário de outros faraós, essa estela não apresentava o símbolo chamado serekh, usado para identificar o rei na sua morte, o que gerou dúvidas se ela realmente teve um papel de liderança. Ainda assim, há indícios de que Meretneith poderia ter exercido funções de poder, possivelmente administrando a tesouraria ou atuando como regente para um futuro faraó, como seu suposto irmão Djer, que foi o terceiro rei da Primeira Dinastia, ou seu possível filho Djet.

Para décadas, o papel de Meretneith na história do Egito foi alvo de debates entre arqueólogos, e algumas hipóteses apontavam que ela poderia ter governado em conjunto com Djer ou atuado como regente de um jovem rei. Porém, uma reviravolta recente trouxe novas possibilidades: uma descoberta quase esquecida pode mudar essa narrativa. Em uma escavação na década de 1940, o arqueólogo William B. Emery encontrou 13 objetos de argila ao redor de um poço funerário em Sacará, incluindo selos com serekhs, o símbolo de identificação de faraós, onde dois desses sinais foram atribuídos a Djer e os outros dois a Meretneith. No entanto, esses selos desaparecidos desde então complicam a confirmação, pois até hoje os objetos originais e as fotografias do achado não foram localizados, restando apenas registros fotográficos antigos.

Utilizando técnicas modernas de aprimoramento digital, uma equipe de pesquisadores conseguiu recuperar detalhes desses hieróglifos nas imagens, fornecendo novas pistas sobre a possível relação de Meretneith com o poder supremo do Egito antigo. Ainda não há confirmação oficial de que esses objetos comprovem a sua condição de faraó ou governante, mas a hipótese ganha força e promete renovar a compreensão sobre o papel das mulheres na história do Egito. Fonte: Superinteressante, que ainda aguarda outras confirmações sobre essa descoberta, que pode reescrever capítulos da antiguidade egípcia.

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O que sabemos?

  • Meretneith viveu há mais de cinco mil anos
  • Tumba encontrada na cidade de Abidos com artefatos de alto valor
  • Estela na tumba não apresentava o símbolo serekh, gerando dúvidas sobre seu papel
  • Selos de argila com serekhs de Meretneith teriam sido encontrados, mas desapareceram
  • Recente estudo digital recuperou detalhes desses selos na fotografia antiga

Fontes

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