Ciência

Dados do Pisa revelam pior desempenho da história dos países ricos e estagnação no Brasil

Em apuração ?

Estudo internacional aponta queda no desempenho de estudantes em ciências, leitura e matemática, com impacto global e brasileiro

Estudantes realizando prova do Pisa em uma escola brasileira
Imagem: UOL Notícias

O Pisa 2025 trouxe resultados preocupantes, com a pior avaliação já registrada na história para países da OCDE. O Brasil mantém-se estagnado, enquanto o desempenho em ciências, leitura e matemática sofre declínio significativo.

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma das principais avaliações para medir a qualidade da educação básica mundial, divulgou nesta terça-feira (8) seus resultados referentes ao ciclo de 2025. Segundo a fonte única de informações, esses dados mostram que os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atingiram o pior desempenho de sua história nas três áreas testadas: ciências, leitura e matemática. O estudo, realizado a cada três anos, revelou ainda que, tanto no Brasil quanto em outros países, a queda no desempenho dos estudantes reflete problemas estruturais e um cenário de estagnação que se prolonga há quase uma década.

Segundo o relatório, o desempenho médio dos alunos de 15 anos na OCDE, composta por 38 nações, foi de 486 pontos em ciências, 466 em leitura e 469 em matemática — números inferiores aos registrados em ciclos anteriores. Para a ciência, a média caiu 17 pontos desde 2006; em leitura, a redução foi de 29 pontos ao longo de duas décadas; e na matemática, a queda mais acentuada foi de 32 pontos desde 2018. Ainda de acordo com a fonte, uma mudança de 20 pontos na nota do Pisa equivale a aproximadamente um ano e meio de aprendizagem, o que indica que os estudantes estão adquirindo menos conteúdo do que há 20 anos.

Nos dados específicos do Brasil, ainda não confirmado oficialmente, o desempenho também não apresenta sinais de melhoria. Segundo fontes, mais de 30 mil jovens de 15 anos participaram da avaliação no país, que demonstra manter sua média de resultados estagnada ao longo dos anos, sem avanços visíveis. Além disso, a avaliação também trouxe uma preocupação: cerca de 29% dos estudantes da OCDE ficaram abaixo do esperado para a sua idade em todas as áreas, percentual que subiu de 25% em 2022. A situação reforça a urgência de políticas públicas voltadas à educação, principalmente em países considerados mais desenvolvidos, mas que vêm enfrentando queda de desempenho nas últimas avaliações.

A avaliação de 2025 também trouxe um diferencial: mediu a capacidade dos alunos de resolver problemas usando ferramentas computacionais, refletindo uma demanda crescente do mercado de trabalho digital. Ainda assim, o desempenho global mostra que cerca de um terço dos jovens de 15 anos na OCDE estão abaixo do esperado, reforçando uma tendência de perda de aprendizagem ao longo dos anos. Segundo a fonte, o impacto da pandemia de Covid-19 foi sentido de forma severa, com uma acentuada queda no desempenho após 2018, especialmente na matemática.

Apesar de não haver uma confirmação oficial completa de todos os dados do relatório, especialistas indicam que o quadro é alarmante e reforça a necessidade de ações coordenadas para reverter essa tendência. A escola, os professores e as políticas públicas estão no centro desse debate, que se tornou ainda mais urgente diante do cenário de estagnação e queda na qualidade da educação globalmente. Por enquanto, o Ministério da Educação do Brasil e os órgãos responsáveis pelo estudo não se pronunciaram oficialmente sobre essas últimas avaliações, mas os números apresentados pela maior pesquisa internacional de desempenho estudantil indicam desafios que vão além do país, atingindo o mundo nos seus aspectos mais fundamentais.

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O que sabemos?

  • O Pisa 2025 mostrou o pior desempenho da história para países da OCDE.
  • O desempenho médio na OCDE caiu em ciências, leitura e matemática desde 2000.
  • No Brasil, resultados indicam estagnação e não há confirmação oficial de melhora.
  • Mais de 760 mil estudantes participaram da avaliação mundialmente, com mais de 30 mil brasileiros.
  • A queda na aprendizagem equivale a perder cerca de um ano e meio de conteúdo em duas décadas.

Fontes

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