Descoberta de nova espécie de tubarão-lanterna pode reescrever classificação de menores do mundo
Animal tem menos de 22 centímetros e apresenta focinho incomum, além de emitir luz no oceano profundo
Um grupo de cientistas identificou uma nova espécie de tubarão-lanterna com características únicas, incluindo um focinho volumoso e a capacidade de bioluminescência. Segundo informações preliminares, o animal mede 21,5 cm, o que pode torná-lo uma das menores espécies do gênero.
Uma descoberta intrigante ocorreu nas profundezas do oceano, onde uma equipe de pesquisadores identificou uma nova espécie de tubarão-lanterna, conhecida por sua capacidade de emitir luz através de células especiais chamadas fotóforos. Segundo a única fonte disponível até o momento, a revista Galileu, a espécie foi batizada de Etmopterus bulbosus, ou popularmente, tubarão-lanterna-de-focinho-grande, devido ao seu focinho arredondado e volumoso, que o diferencia das demais espécies do grupo.
Segundo a reportagem, até agora, toda a informação sobre essa espécie se limita a um único exemplar, uma fêmea capturada por uma rede de arrasto. O animal mede 21,5 centímetros, ultrapassando o tamanho do que até então era considerado o menor tubarão do mundo, o Etmopterus perryi, conhecido como tubarão-lanterna-anão, com até 21,2 centímetros. Apesar do tamanho, os cientistas alertam que ainda não há como afirmar com certeza se esse é o padrão da espécie ou se trata de uma exceção.
O animal exibe uma coloração predominantemente marrom e preta, com uma tonalidade levemente arroxeada, além de possuir uma região ampliada de dentículos dérmicos — pequenas estruturas que recobrem a pele dos tubarões. Esses detalhes, segundo o estudo, ajudam a estabelecer certas relações evolutivas com espécies ancestrais do grupo. O foco, entretanto, é seu focinho avantajado, considerado uma característica única que não é comum em outras espécies de tubarões-lanterna.
Outra característica notável é a capacidade de bioluminescência, típica dos tubarões do gênero Etmopterus. Essa luz emitida pelos fotóforos tem funções variadas, como ajudar na captura de presas ou na defesa contra predadores, embora os detalhes específicos de sua utilização por essa espécie ainda não tenham sido confirmados oficialmente. Os cientistas ressaltam que esses animais vivem em regiões extremamente profundas do oceano, o que dificulta seu estudo e a coleta de mais exemplares, limitando o conhecimento sobre comportamentos, alimentação ou reprodução.
Por enquanto, as informações disponíveis foram reunidas por um grupo de pesquisadores e divulgadas pela revista Galileu, com o aviso de que aguardam confirmação por outras fontes e estudos adicionais. A descoberta reforça a ideia de que as regiões mais profundas do oceano continuam sendo um grande mistério, com espécies ainda por serem descobertas e entendidas. Assim, a possibilidade de o exemplar capturado ser uma variação ou uma espécie ainda não totalmente conhecida permanece aberta, demonstrando o quanto o oceano ainda reserva surpresas para a biologia marinha.
O que sabemos?
- Uma nova espécie de tubarão-lanterna foi descoberta.
- O animal mede 21,5 centímetros, podendo ser uma das menores do mundo.
- Tem focinho volumoso e arredondado, único na sua espécie.
- Possui bioluminescência e cores marrom, preto e arroxeada.
- Foi encontrada em uma captura por rede de arrasto, vivendo em regiões profundas do oceano.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada




