Mercúrio está encolhendo: sinais de uma transformação antiga no planeta mais próximo do Sol
Estudo revela rachaduras na superfície de Mercúrio indicando contração ao longo do tempo
Novo estudo sugere que Mercúrio, o menor planeta do sistema solar, estaria encolhendo e formando fissuras em sua superfície devido a processos internos históricos. Cientistas apontam que essas rachaduras podem ajudar a entender melhor a formação e evolução de corpos rochosos no espaço.
Segundo pesquisadores, Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, estaria passando por um processo de encolhimento que poderia revelar detalhes importantes sobre sua história e composição interna. As evidências vêm do estudo de suas superfícies, marcadas por cicatrizes e enormes penhascos de até 1,6 quilômetros de altura, que sugerem uma contração interna ao longo de bilhões de anos.
De acordo com um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, as rachaduras na superfície de Mercúrio, chamadas de cristas e estruturas de encurtamento, são resultado do esfriamento e da perda de calor do planeta. Como Mercúrio se formou há aproximadamente 4,5 bilhões de anos a partir de redemoinhos de gás e poeira, sua história é marcada por processos violentos e contínuos, incluindo colisões de asteroides e cometas que deixaram crateras similares às da Lua.
Segundo Gaku Nishiyama, cientista do Instituto de Pesquisa Espacial do Centro Aeroespacial Alemão e autor principal do estudo, muitas dessas fissuras podem ter sido escondidas por detritos de impactos ao longo do tempo, dificultando sua observação. Ainda assim, a análise dessas rachaduras é fundamental para entender a velocidade e o grau do encolhimento do planeta, o que, por sua vez, ajuda a desvendar segredos sobre seu interior misterioso.
Outro ponto importante é que o estudo ainda levanta várias perguntas acerca da história de Mercúrio, muitas das quais poderão ser respondidas com o lançamento de duas novas sondas orbitais, previsto para novembro. Segundo a fonte, a missão busca explorar de perto esse mundo rochoso, que até hoje só foi visitado por duas missões em décadas passadas, a Mariner 10 e a MESSENGER, ambas pela Nasa.
Segundo a fonte, a proximidade de Mercúrio ao Sol torna sua exploração desafiadora, já que sua atmosfera é praticamente inexistente e as temperaturas podem atingir extremos como temperaturas elevadas durante o dia e frio intenso à noite. Mesmo assim, o estudo do planeta promete ajudar a esclarecer como corpos rochosos se comportam ao longo de bilhões de anos e o que o encolhimento de Mercúrio revela sobre sua formação e evolução.
O que sabemos?
- Mercúrio apresenta rachaduras na superfície que indicam encolhimento ao longo do tempo.
- As fissuras são resultado do esfriamento interno do planeta, que ocorre desde sua formação há bilhões de anos.
- Impactos de asteroides e cometas contribuíram para cobrir algumas dessas rachaduras.
- Estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters; ainda não há confirmação oficial de outras fontes.
- Missões anteriores à Mariner 10 e MESSENGER visitaram Mercúrio, mas a exploração é dificultada pela sua proximidade ao Sol.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





