Achado de fósseis de mastodonte durante estudo de sapos surpreende pesquisadores na Califórnia
Descoberta ocorreu durante trabalho de campo em parque natural próximo à São Francisco
Um molar de mastodonte do Pleistoceno foi encontrado por acaso por cientista que estudava habitat de sapos. O fóssil, ainda não confirmado oficialmente como pertencente a uma espécie extinta, será analisado por especialistas para datação e estudos futuros.
Uma descoberta inusitada chamou atenção na região do condado de San Mateo, na Califórnia, quando uma pesquisadora realizava um levantamento de campo para estudar o habitat de sapos próximo a um riacho. Segundo informações divulgadas por uma fonte, a geóloga Brigid Lynch notou algo estranho no solo. Ela descreveu que, ao olhar para o chão, teve a impressão de que o objeto se destacava pelo formato e aparência, levando-a a questionar: "Isso tem uma aparência muito estranha". Após alertar sua colega Jeneya Fertel, as duas examinaram a peça, que, de acordo com a fonte, tinha aproximadamente o tamanho de um forno elétrico de bancada e pesava entre 1,4 kg e 1,8 kg. Elas decidiram não tocar inicialmente na peça e a recolocaram, esquecendo-se do objeto por um momento.
O episódio ganhou novos contornos quando, ao revisitar suas fotos no dia seguinte, Lynch usou uma busca reversa no Google e ficou surpresa com o resultado: o objeto era um molar de mastodonte-do-pacífico, uma espécie de mamífero extinto que viveu durante a Era do Gelo, no Pleistoceno. Ainda de acordo com a mesma fonte, a equipe responsável pelo local, o Midpeninsula Regional Open Space District, uma entidade que preserva áreas naturais na região, ajudou na retirada do fóssil com o cuidado necessário para evitar sua deterioração. O mola foi colocado em um balde com água do riacho para manter suas condições, aguardando análises mais aprofundadas.
Posteriormente, o fóssil foi doado para a Universidade Stanford, onde pesquisadores pretendem determinar sua idade através de datação por carbono, além de criar uma imagem tridimensional do produto. Um paleontólogo experiente, que atua no setor desde 1976, confirmou o achado e explicou que o formato do molar é típico de mastodonte-do-pacífico, cuja espécie foi oficialmente reconhecida em estudos publicados em 2019, em parceria com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Esses animais, que se diferenciavam por ter dentes mais estreitos e ossos das pernas mais espessos em comparação com outras espécies de mastodontes, desaparecidos há cerca de 11.700 anos, viveram durante milhões de anos na América do Norte, até sua extinção no final do Pleistoceno. Segundo a fonte, o formato do dente era bastante característico, presença de dentes em forma de cone que serviam para triturar folhas, galhos e árvores, utensílio típico de herbívoros que usavam dentes semelhantes a esteiras rolantes para se alimentar.
Até o momento, a descoberta ainda não foi oficialmente confirmada por uma instituição de pesquisa ou governo, e o órgão responsável pela preservação afirmou que o fóssil será estudado para determinar sua idade exata por meio de datação de carbono, além de gerar uma imagem detalhada do dente. A reportagem destaca que, apesar do entusiasmo pelo achado, permanece aguardando confirmação oficial, pois a notícia foi divulgada até o momento por uma única fonte, e outras instituições ainda não se pronunciaram. Com isso, o que se sabe com certeza é que um importante fóssil de um mamífero pré-histórico foi encontrado por acaso e agora deve ajudar no entendimento da história dos animais que habitaram o continente há cerca de 11.700 anos.
O que sabemos?
- A descoberta aconteceu na Califórnia, durante estudo de habitat de sapos.
- O fósil é um molar de mastodonte-do-pacífico.
- A espécie viveu no Pleistoceno e foi extinta há aproximadamente 11.700 anos.
- A análise do fóssil será feita na Universidade Stanford, incluindo datação por carbono.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





