Ciência

Estudo revela que 18 estados gastam menos da metade do ideal por aluno em educação

Em apuração ?

Informe indica disparidade no financiamento da educação pública brasileira entre 2021 e 2025

Mapa do Brasil destacando os estados com diferentes níveis de investimento em educação
Imagem: Folha de S.Paulo

Pesquisa do Inesc aponta que a maioria das unidades federativas investe pouco mais da metade do valor considerado necessário para uma educação de qualidade, levando a uma grande desigualdade no setor.

Uma pesquisa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgada recentemente, revelou que 18 dos 27 estados brasileiros gastaram, em média, menos da metade do valor considerado ideal para financiar a educação pública entre 2021 e 2025. Dentro do estudo, calcula-se quanto deve ser investido por estudante ao ano para garantir condições adequadas de ensino, um parâmetro definido como CAQ (Custo Aluno Qualidade), que varia de R$ 10 mil, no Rio de Janeiro, até R$ 15,5 mil, no Piauí.

Segundo o estudo, o Distrito Federal foi o único ente que conseguiu superar esse parâmetro, investindo R$ 16 mil por matrícula por ano, enquanto o valor de referência para o CAQ era de R$ 10 mil. Na outra ponta, o Maranhão apresentou gasto médio de apenas R$ 2,8 mil por estudante, aproximadamente 22% do valor ideal de R$ 12,6 mil. Alagoas investiu cerca de 25% do referencial, e o Ceará, 28%. Em estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o investimento também ficou abaixo do valor considerado adequado, mesmo na estimativa mais otimista do estudo.

O Piauí, que possui o maior CAQ do país, de R$ 15,5 mil, gastou em média R$ 3,7 mil por aluno ao ano. Além disso, São Paulo, Amapá e Acre estão entre as unidades federativas que mais se aproximam do ideal, com gastos, respectivamente, de R$ 8,3 mil (quase 77% do CAQ de R$ 10,8 mil), R$ 8,6 mil e R$ 11,5 mil. A pesquisa também aponta que a maior parte das matrículas de estudantes pretos e pardos na rede pública se encontra na região Nordeste, onde os gastos por aluno continuam inferiores à média nacional, reforçando a desigualdade no financiamento da educação no país.

Segundo o estudo, esses números representam uma realidade preocupante para o setor, que afeta diretamente a qualidade do ensino oferecido. A insuficiência de recursos pode impactar a formação dos estudantes, dificultando melhorias na infraestrutura, na formação dos professores e na oferta de materiais pedagógicos adequados.

Apesar de ainda não confirmado oficialmente, há que se aguardar pronunciamentos dos órgãos responsáveis e futuras análises para entender melhor as razões dessa disparidade. A pesquisa do Inesc ressalta a necessidade de uma revisão nas políticas de financiamento da educação para garantir condições mais justas e igualitárias em todo o país.

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O que sabemos?

  • 18 estados gastaram menos da metade do valor considerado ideal por aluno na educação (2021-2025)
  • Distrito Federal foi o único a superar o CAQ, investindo R$ 16 mil por aluno, enquanto o valor de referência é R$ 10 mil
  • Maranhão gastou R$ 2,8 mil por aluno, cerca de 22% do ideal
  • Ceará investiu 28% do CAQ, que é R$ 15,5 mil
  • São Paulo gastou R$ 8,3 mil por matrícula, correspondente a 77% do CAQ de R$ 10,8 mil
  • O estudo aponta que a maioria das matrículas de estudantes pretos e pardos está no Nordeste, onde os gastos por aluno são inferiores à média nacional

Fontes

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