Ciência

Estudo revela que os primeiros americanos podem ter chegado há mais de 21 mil anos

Em apuração ?

Pesquisadores analisam DNA antigo e evidências arqueológicas para entender a chegada dos primeiros humanos ao continente

Ilustração de pegadas humanas no solo de White Sands, Novo México
Imagem: Aventuras na História

Uma nova revisão de dados genéticos sugere que os primeiros humanos chegaram às Américas há cerca de 21 mil anos, com evidências de pegadas de 23 mil anos no Novo México. Ainda sem confirmação oficial, o estudo amplia o debate sobre os momentos iniciais da ocupação do continente.

De acordo com uma pesquisa recente publicada na revista científica Current Opinion in Genetics & Development, acredita-se que os primeiros humanos chegaram ao continente americano há cerca de 21 mil anos, uma data que pode reescrever algumas hipóteses tradicionais sobre o tema. A equipe de pesquisadores analisou dados genéticos de indivíduos antigos, bem como evidências arqueológicas, em uma tentativa de entender o momento exato e as rotas de entrada desses povos no continente.

Segundo fontes consultadas, a análise envolve a comparação de DNA antigo com restos de pessoas que viveram na época, incluindo o genoma de uma criança conhecida como Anzick-1, encontrada em Montana, que viveu há aproximadamente 12.800 anos. Os estudos indicam que a maior diversificação dos ancestrais dos povos indígenas americanos só teria ocorrido após esse período, o que contraria hipóteses de uma chegada muito anterior. Ainda assim, há evidências de pegadas humanas de cerca de 23 mil anos no sítio de White Sands, no Novo México, apontando que humanos poderiam ter se estabelecido na região bem antes do fim do Último Máximo Glacial, período de frio extremo que ocorreu há cerca de 20 mil a 14 mil anos atrás.

Embora essas descobertas sejam relevantes, a ausência de DNA de indivíduos associados a essas pegadas ainda dificulta uma confirmação definitiva. Ainda não há genomas antigos recuperados dessas áreas, especialmente das Grandes Planícies, que representam uma lacuna importante no banco de dados disponível para os pesquisadores. Segundo o portal Archaeology News, atualmente cerca de 257 genomas completos de pessoas antigas foram publicados, mas essa quantidade representa apenas uma pequena fração da diversidade popuacional que existiu ao longo de milhares de anos nas Américas.

O estudo aponta que novas descobertas podem alterar o cenário atual, uma vez que a recuperação de DNA de grupos humanos antigos em sítios muito arcaicos poderia ajudar a entender se diferentes ondas de migração aconteceram antes ou após a chegada do grupo ancestral dos povos indígenas atuais. Ainda não há confirmações oficiais de que esses dados possam indicar uma chegada precoce, mas a pesquisa reforça a complexidade da ocupação humana no continente e a importância de ampliar as investigações para preencher as atuais lacunas no conhecimento.

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O que sabemos?

  • Primeiros americanos podem ter chegado há cerca de 21 mil anos.
  • Evidências arqueológicas indicam pegadas humanas de aproximadamente 23 mil anos no Novo México.
  • Estudo revisa dados genéticos e arqueológicos para entender a chegada ao continente.
  • A ausência de DNA antigo de algumas áreas impede confirmações definitivas.

Fontes

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