Pesquisadores iniciam estudo inovador para proteger baleias-jubarte no litoral do Espírito Santo
Monitoramento por satélite busca evitar atropelamentos de baleias por navios durante a temporada de 2027
Projeto pioneiro no Brasil vai rastrear dez baleias-jubarte com transmissores na costa capixaba, cruzando dados com o tráfego marítimo para prevenir colisões.
Uma pesquisa inédita no Brasil pretende monitorar de forma detalhada os deslocamentos das baleias-jubarte no litoral do Espírito Santo durante a temporada de 2027, com o objetivo de evitar atropelamentos por grandes embarcações que circulam na região. Segundo informações divulgadas por um portal de notícias, pesquisadores vão aplicar pequenos transmissores nas costas de dez desses mamíferos, permitindo que seus movimentos sejam rastreados por satélite ao longo de toda a temporada de reprodução, que ocorre anualmente na área.
O projeto, financiado pelo Fundema com cerca de R$ 789 mil, contou com a colaboração de cientistas e estudantes vinculados à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ainda segundo a fonte, os transmissores, com peso de aproximadamente 100 gramas, serão colocados na região dorsal das baleias com o auxílio de uma balestra especializada. Essa tecnologia busca mapear com precisão os percursos das jubartes e cruzar esses dados com informações sobre o intenso tráfego marítimo na região, incluindo portos e navios de grande porte que operam na área.
Vale destacar que o estudo focaliza uma extensa faixa do litoral conhecida por sua movimentação portuária elevada, especialmente na Grande Vitória, onde, apenas em 2025, o Complexo de Tubarão registrou quase mil atracações de navios, somando 982 operações. A presença de terminais como o de Tubarão, com embarcações de até 365 metros, além de outros como o Terminal de Praia Mole e o Terminal de Barcaças Oceânicas, faz da região uma das mais movimentadas do país. Ainda na região de Vitória e Vila Velha, o número de atracações varia entre 165 e 313 em diferentes cais, aumentando o potencial de encontros entre baleias e embarcações.
Segundo o pesquisador responsável pela iniciativa, trata-se do primeiro estudo no Brasil com essa tecnologia para entender o uso do litoral pelas jubartes durante sua temporada reprodutiva e sua interação com o tráfego marítimo. Uma das metas principais é identificar áreas de maior risco de colisão, o que pode orientar medidas de proteção e minimizar o risco de acidentes fatais. As informações também poderão contribuir para estratégias de gerenciamento marinho, promovendo uma convivência mais segura entre a atividade econômica e a preservação da vida marinha, especialmente no período de reprodução das baleias.
Por enquanto, o projeto está em fase inicial de implementação, e a equipe ainda aguarda confirmações de detalhes técnicos e a aprovação formal das ações. O interesse da ciência aqui é grande, sobretudo por ser uma iniciativa pioneira que combina tecnologia moderna com a necessidade da conservação, além de destacar a importância de equilibrar o desenvolvimento portuário com a proteção ambiental. Ainda não há confirmação oficial de que os transmissores tenham sido colocados ou de resultados preliminares do monitoramento, que deve começar após a fase de instalação e coleta inicial de dados.
O que sabemos?
- Pesquisadores vão rastrear dez baleias-jubarte por satélite na temporada de 2027.
- Transmissores com peso de 100 gramas serão colocados na região dorsal das baleias.
- O estudo pretende identificar áreas de risco de atropelamento por navegação.
- Projeto é financiado pelo Fundema com R$ 789 mil.
- A área de monitoramento inclui a costa entre Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari.
Fontes
- G1 imprensa





