DNA de chihuahuas revela genes de coiote e intriga estudos sobre raça
Pesquisa indica ancestralidade híbrida na raça mais pequena do universo canino
Análise genômica de chihuahuas aponta presença de genes de coiote selvagem, levantando hipóteses sobre sua origem e comportamento peculiar.
Uma pesquisa recente realizada por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, trouxe uma descoberta que pode mudar a percepção sobre uma das raças de cães mais populares e pequenas do mundo, o chihuahua. Segundo informações da própria universidade, analisar o DNA desses cães revelou a presença de segmentos genéticos oriundos de coiotes selvagens, nativos da América do Norte. Apesar de serem animais de porte reduzido e comportamentos muitas vezes considerados agressivos ou estranhos, esses detalhes genéticos indicam uma ancestralidade misturada que ainda precisa ser completamente compreendida.
A análise, feita com o emprego de softwares especializados na técnica LAI (Inferência de Ancestralidade Local), comparou o genoma dos chihuahuas com o de outros animais, incluindo os xolos — outra raça de origem mexicana, semelhante ao chihuahua. Esses estudos já apontavam que as raças indígenas do continente americano guardam vestígios genéticos de espécies que precederam a chegada dos colonizadores europeus. No caso dos chihuahuas, foi constatado que cerca de 4% do seu material genético possui origem não europeia, com traços que sugerem ligação com populações nativas do continente e, agora, com espécies selvagens como os coiotes.
Segundo a fonte da pesquisa, ainda não há certeza sobre exatamente como essa genética de coiote entrou na linhagem do chihuahua, nem o momento preciso do cruzamento entre as espécies. As hipóteses levantadas sugerem que a mistura poderia ter ocorrido de forma acidental ou até mesmo por cruzamentos deliberados feitos por humanos, há muitas gerações atrás, provavelmente antes mesmo da colonização da América. Além disso, o estudo ainda não esclarece quais características físicas ou comportamentais dos chihuahuas seriam resultado dessa herança genética de coiote, embora seja possível que essa ligação contribua para comportamentos mais agressivos ou latidos altos, como os observados na raça.
Diante do impacto da descoberta, alguns especialistas afirmam que essa relação genética reforça a origem indígena do chihuahua e explica sua diversidade de temperamento, que inclui tremedeiras, muita energia e mordidas na canela. Contudo, a pesquisa ainda está em fase inicial, e os cientistas destacam que mais estudos são necessários para entender a extensão dessa conexão ancestral e o impacto que ela pode ter na criação e no comportamento cotidiano desses pequenos cães.
O que sabemos?
- Análise de DNA de chihuahuas detectou genes de coiote selvagem.
- Estudo foi realizado pela Universidade de Stanford e publicado no periódico Nature Communications.
- Genética indica que cerca de 4% do material dos chihuahuas tem origem indígena pré-colombiana.
- A origem do DNA de coiote nos cães ainda não foi totalmente esclarecida, nem o momento exato do cruzamento.
- A pesquisa sugere que essas misturas podem ter ocorrido antes da colonização da América ou por cruzamentos acidentais ou intencionais.
Fontes
- Superinteressante fonte especializada





