Ciência

Exposição na UCL revela objetos curiosos e parte de sua história controversa

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Frasco de toupeiras, tubos de gases nobres e artefatos do Egito Antigo ilustram trajetória da universidade londrina

Frasco de toupeiras em conserva, artefatos egípcios e objetos históricos na exposição da UCL.
Imagem: CNN Brasil

A Universidade College London comemora 200 anos com uma exposição que traz objetos de valor histórico e cultural, incluindo itens que representam avanços científicos e capítulos sombrios de seu passado.

Uma nova exposição na University College London (UCL), que celebra seus 200 anos de fundação, está chamando atenção por sua variedade de objetos históricos e curiosidades. Intitulada "Two Centuries Here" (Dois Séculos Aqui), a mostra apresenta desde tubos de ensaio utilizados na descoberta dos gases nobres até artefatos do antigo Egito, destacando a importância da instituição na ciência, arte e arqueologia. Segundo informações do site da própria universidade, a exposição visa refletir sobre a influência da UCL na sociedade ao longo de duas centenas de anos, por meio de fotografias, objetos históricos, histórias e experiências interativas.

Entre os destaques, estão os tubos de ensaio usados pelo químico William Ramsay, que descobriu os gases nobres, ganhando o Nobel de Química, sendo o primeiro britânico a receber tal premiação na área. Além disso, um dos itens mais populares entre os visitantes é um frasco de toupeiras em conserva, cuja origem é incerta, mas que já virou símbolo da exposição. Segundo a chefe das Coleções de Zoologia e Ciências da UCL, Tannis Davidson, o pote de toupeiras virou uma espécie de mascote não oficial da mostra, recebendo cartões-postais de museus ao redor do mundo, além de inspirar obras de arte, poemas e até cópias feitas por visitantes.

Nem tudo na coleção, no entanto, é de consenso positivo. A exposição também inclui um item que remete a uma página controversa da história da universidade: a Escala de Cor dos Olhos de Rudolf Martin, usada na década de 1920 no Departamento de Eugenia. De acordo com Davidson, essa escala era utilizada para categorizar pessoas com base na cor dos olhos e na raça, refletindo um racismo pseudocientífico e práticas eugênicas, que hoje a UCL admite ter sido um erro. Além disso, um artefato do Museu Petrie de Arqueologia Egípcia e Sudanesa, que acompanha a mostra, inclui uma estatueta funerária do rei Taharqa, datada de 664 a.C., além de vestimentas e textos médicos antigos, como o Papiro Ginecológico de Kahun, uma das peças mais antigas de vestuário e manuscritos do mundo.

Na parte artística, a exposição também destaca pinturas de Winifred Knights e Amy Nimir, duas das primeiras alunas da escola de artes Slade School of Fine Art da UCL. Fundada em 1871, a escola revelou uma forte presença feminina em sua coleção, que é composta por quase metade de obras de artistas mulheres. Fundada em 1826 sob influência de Jeremy Bentham, a universidade foi pioneira ao permitir que mulheres estudassem para obter diplomas juntamente com os homens, em 1878. A mostra ficará aberta de forma gratuita até julho de 2027 na Octagon Gallery, na Gower Street, e busca traçar a história da universidade através de seus acervos científicos, artísticos e arqueológicos, incentivando a reflexão sobre seus avanços e contradições ao longo dos séculos.

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O que sabemos?

  • A exposição marca o bicentenário da UCL em Londres.
  • Inclui objetos históricos como tubos de gases nobres, artefatos egípcios e itens controversos relacionados à eugenia.
  • Frasco de toupeiras se tornou símbolo popular da mostra.
  • A exposição aborda também aspectos sombrios da história da universidade, como o uso de uma escala de cor de olhos para categorizar pessoas.
  • A mostra ficará aberta até julho de 2027 na Octagon Gallery da Gower Street.

Fontes

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