Ciência

Brasil participa de missão europeia que busca planetas semelhantes à Terra no espaço

Em apuração ?

Cientistas brasileiros colaboram na missão que lança 26 câmeras para detectar exoplanetas habitáveis

Satélite com câmeras soltas no espaço em fase de preparação
Imagem: G1

A missão Plato, liderada pela Agência Espacial Europeia com participação brasileira, pretende encontrar planetas sólidos, similares à Terra, com condições para a vida. O satélite, previsto para lançamento em 2027, usará câmeras supersensíveis e o método do trânsito planetário para identificar possíveis mundos habitáveis.

Segundo fontes vinculadas ao projeto, o Brasil está envolvido na missão espacial Plato, uma iniciativa europeia que conta com a colaboração de cientistas brasileiros na busca por exoplanetas, ou seja, planetas fora do nosso sistema solar. O foco da missão é encontrar mundos que sejam semelhantes à Terra, com rochas sólidas, temperaturas compatíveis e potencial para abrigar água na superfície — critérios essenciais para buscar planetas habitáveis.

De acordo com informações adicionais, o satélite, que hoje está em fase de preparação em Munique, na Alemanha, será lançado em março de 2027 a partir do Centro Espacial Europeu, na Guiana Francesa. Após o lançamento, em cerca de um mês, ele deverá chegar a uma posição específica no espaço a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra. Nessa posição, o satélite ficará de costas tanto para a Terra quanto para o Sol, com os seus 26 câmeras supersensíveis direcionadas para regiões do céu onde há maior chance de encontrar esses planetas semelhantes à Terra.

Segundo o astrofísico Roberto Menezes, do Instituto Mauá de Tecnologia, o satélite utilizá uma técnica conhecida como método do trânsito planetário. Essa técnica detecta exoplanetas ao observar a luz de milhares de estrelas: "Se um planeta passar entre a estrela e o satélite, ocorrerá uma diminuição no brilho da estrela, que será possível medir por uma curva de luz". Assim, ao identificar esse padrão de diminuição, os cientistas podem inferir que há um planeta na órbita da estrela. Ainda não há confirmação de que a missão vá encontrar planetas semelhantes à Terra, mas o método é considerado promissor.

O Brasil participa do projeto por meio do desenvolvimento de simuladores chamados Simucams, criados no Instituto Mauá de Tecnologia, localizado na região do ABC paulista. Esses equipamentos reproduzem o comportamento das câmeras do satélite com alta precisão, permitindo testes, treinamento de equipes e identificação de possíveis problemas antes do lançamento. Segundo Rodrigo França, responsável pelos Simucams, essa parceria com a Agência Espacial Europeia tem uma vantagem importante: todas as descobertas feitas pelo satélite serão compartilhadas com os cientistas brasileiros, contribuindo para o avanço da pesquisa espacial no país.

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Vanderlei Parro, um dos responsáveis pelo projeto no instituto, revela que essa parceria já dura 15 anos, e que o conhecimento transferido pelo projeto de simuladores ajudará a formar uma nova geração de cientistas brasileiros, que deverá atuar em futuras missões e estudos relacionados a exoplanetas. Ainda, ele afirma que o desenvolvimento e o treinamento com os simuladores garantem que a equipe estará bem preparada para atuar no espaço e lidar com qualquer situação que possa surgir durante o funcionamento do satélite.

Apesar de todas as informações divulgadas pela fonte, ainda não há confirmação oficial do Brasil na descoberta de planetas semelhantes à Terra por parte da missão Plato. O andamento do projeto e os testes continuam, e os cientistas aguardam os dados que poderão renovar a compreensão do nosso universo e possibilidades de vida fora da Terra. O que se sabe é que o projeto representa um passo importante na cooperação internacional no campo da exploração espacial e na pesquisa de mundos habitáveis no cosmos.

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O que sabemos?

  • O satélite Plato será lançado em março de 2027.
  • O Brasil participa do projeto com os simuladores Simucams.
  • O objetivo é detectar exoplanetas semelhantes à Terra usando o método do trânsito.
  • A missão acontece em parceria com a Agência Espacial Europeia.
  • O satélite estará a 1,5 milhão de km da Terra após o lançamento.

Fontes

  • G1 imprensa
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