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Embarnya E2 desenha espaço no mercado mundial das aeronaves de menor porte

Em apuração ?

Avançado e mais rápido na entrega, jato brasileiro conquista companhias aéreas com autonomia e eficiência

Jato Embraer E2 decolando em aeroporto brasileiro
Imagem: Olhar Digital

A família de jatos Embraer E2, apresentada em 2017 e produzida em São José dos Campos, tem se destacado por sua rápida entrega e desempenho econômico. Enquanto gigantes como Airbus e Boeing enfrentam longas filas de espera, a Embraer consegue entregar suas aeronaves em menos de dois anos.

A Embraer tem ganhado destaque na indústria da aviação mundial com sua linha de jatos E2, composta pelos modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Segundo fonte única, a fabricante brasileira vem conquistando espaço em um mercado onde companhias aéreas aguardam até dez anos por aeronaves similares de Airbus e Boeing, devido à alta demanda e problemas na cadeia de suprimentos causados pela pandemia de Covid-19. O diferencial do E2 está na sua capacidade de entrega, que cerca de menos de dois anos após o pedido, permite às companhias oferecerem rotas menores com mais flexibilidade e economia. Ainda de acordo com a fonte, a linha foi apresentada oficialmente em 2017 e é produzida em São José dos Campos, interior de São Paulo, região que se consolidou como polo de tecnologia aeronáutica. Os modelos variam em capacidade de passageiros, peso e alcance, atendendo diferentes necessidades de rotas e operações. Destaca-se a autonomia e o baixo consumo de combustível, pontos ressaltados pela revista britânica The Economist, que contribuem para o crescimento da demanda pelos aviões da Embraer. Em 24 de julho, a fabricante divulgou o registro de US$ 34,5 bilhões em pedidos, considerando todo o portfólio, incluindo jatos particulares e aeronaves militares, num sinal claro do avanço comercial da empresa. Ainda segundo a fonte, só em 2021, 141 aviões foram entregues, com previsão de chegar a 255 unidades até 2026. Embora menor que Airbus e Boeing, a Embraer consegue suprir uma demanda crescente de aeronaves de fuselagem estreita, com uma capacidade intermediária — entre 140 e 150 passageiros — ideal para rotas de menor porte, uma vantagem para companhias como Azul e Latam, que operam na nossa região. Fora do Brasil, diversas empresas internacionais, incluindo Avelo Airlines, Finnair, Star Air, Luxair e Airlink, demonstraram interesse na compra ou operação desses modelos. A procura por aeronaves menores e mais econômicas vem crescendo, impulsionada pela maior circulação de passageiros e pelos atrasos na produção de aviões maiores. Recentemente, a linha E2 ganhou atenção também por questões relacionadas à navegação, após uma instabilidade global no sistema GPS afetar sua operação — ainda não confirmada oficialmente, mas divulgada por fontes próximas à indústria. A Embraer garantiu que a falha não comprometeu a segurança, pois os aviões dispõem de sistemas de navegação que operam independentemente do sinal do GPS. Segundo Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia, o E2 representa um projeto de alta tecnologia do século XXI, com motores de nova geração, sistemas modernos de controle de massa e navegação avançada. Ele destaca que, embora os aviões da Embraer tenham uma capacidade inferior à de modelos maiores da Boeing ou Airbus, essa característica confere maior flexibilidade às rotas, especialmente quando a demanda por viagens de curta a média distância cresce. Para algumas empresas, essa capacidade intermediária é uma alternativa eficiente, permitindo voos mais econômicos sem a necessidade de aeronaves de maior porte. No Brasil, Azul, Latam e Gol já operam ou adquiriram modelos da família E2, enquanto outras companhias internacionais também manifestaram interesse. A trajetória comercial bem-sucedida do E2 mostra sua estratégia de colonizar um mercado pressionado pela alta demanda e pelos atrasos na entrega de grandes aviões, reforçando seu papel como alternativa moderna e eficiente na aviação de menor porte.

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O que sabemos?

  • A família Embraer E2 inclui os modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2.
  • Fabricados em São José dos Campos, Brasil, desde 2017.
  • Em 24 de julho, Embraer anunciou US$ 34,5 bilhões em novos pedidos.
  • Em 2021, foram entregues 141 aviões E2.
  • Previsão para 2026 é de 255 entregas do modelo.

Fontes

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