Carros

Pesquisa aponta aumento no interesse por veículos eletrificados no Brasil

Em apuração ?

Consumidores estão mais propensos a trocar seus carros tradicionais por modelos híbridos e elétricos, segundo estudo

Carro híbrido e elétrico sendo exibido na rua
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudo do Webmotors revela que mais brasileiros consideram adquirir veículos com alguma tecnologia de eletrificação, refletindo uma mudança de comportamento no mercado automotivo nacional.

Um levantamento recente realizado pelo Webmotors Autoinsights revela que o interesse por carros eletrificados cresce rapidamente no Brasil, refletindo uma mudança nas preferências dos consumidores. A pesquisa, que ouviu 1.200 potenciais compradores através do portal de classificados de veículos, mostra que uma grande parcela de brasileiros está considerando substituir seus veículos movidos exclusivamente a combustíveis fósseis por modelos híbridos ou totalmente elétricos, numa tendência que vai além das ações regulatórias e parece ser impulsionada pelo desejo dos próprios consumidores.

Segundo o estudo, 71,4% dos entrevistados que atualmente não possuem veículos híbridos ou elétricos afirmaram que considerariam adquirir um carro com alguma tecnologia de eletrificação na próxima compra. Essa porcentagem representa um aumento de sete pontos percentuais em relação ao levantamento feito em 2025, quando a intenção era de 64,4%. Além disso, o interesse por veículos híbridos é maior, com 39,9% dos participantes indicando preferência por esses modelos, enquanto apenas 8,9% optariam por veículos totalmente elétricos, com 13% ainda indecisos nesta questão.

Outro dado que chama atenção é a queda na resistência a investir em veículos eletrificados: enquanto 23,9% dos entrevistados em 2025 afirmaram não ter interesse em qualquer tecnologia de eletrificação, essa fatia caiu para 15,6% em 2026, mostrando um movimento claro de aceitação crescente. Entre quem pretende comprar carros com essas tecnologias, a principal motivação citada foi o custo-benefício, apontada por 72%. Ainda assim, fatores como alcance de rodagem, mencionado por 43%, e a reputação da marca, com 37%, também influenciam na decisão de compra. Além disso, o apelo ecológico está entre as razões, sendo citado por 34% dos entrevistados.

Quando questionados sobre o valor que consideram razoável gastar em um veículo sustentável, 47% dos participantes avaliaram que até R$ 100 mil seria um preço aceitável, enquanto 35% apontaram a faixa entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Apenas 14,3% estariam dispostos a pagar até R$ 200 mil por um carro eletrificado. A presença de veículos chineses nas ruas brasileiras reflete essa preferência por preços mais acessíveis, já que muitos desses modelos se encaixam nos aspectos mais citados pelos consumidores, especialmente na questão do custo de aquisição. Entretanto, as menções à reputação da marca indicam que marcas tradicionais ainda podem recuperar espaço se apresentarem produtos que atendam às novas demandas de mercado.

No entanto, no panorama atual, marcas como Chevrolet, Honda, Renault e Volkswagen ainda não oferecem um portfólio completo de veículos eletrificados. Por outro lado, empresas como BYD e GWM disponibilizam diversas soluções híbridas, incluindo configurações que combinam etanol, gasolina e eletricidade, atendendo ao interesse por opções mais acessíveis. Com uma concorrência acirrada e uma demanda que cresce mês a mês, o mercado brasileiro de veículos eletrificados deve evoluir rapidamente, impulsionado tanto por fatores regulatórios quanto pelo apetite dos consumidores por tecnologias mais sustentáveis e econômicas.

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O que sabemos?

  • Pesquisa mostra crescimento do interesse por carros híbridos e elétricos no Brasil.
  • 73% dos entrevistados sem veículos eletrificados considerariam comprar um nos próximos anos.
  • O interesse por veículos híbridos é quase 40%, enquanto o de elétricos é cerca de 9%.
  • Resistência a investir em eletrificados caiu de 23,9% para 15,6%.
  • Preço considerado razoável para veículos sustentáveis é até R$ 150 mil para a maioria.

Fontes

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