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Dados da OCDE apontam insatisfação dos professores brasileiros com as condições de trabalho

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Brasil ocupa posição quase última em ranking mundial de satisfação docente, segundo relatório da organização

Professores em sala de aula observando uma anotação na lousa
Imagem: Folha de S.Paulo

Relatório da OCDE revela que menos da metade dos professores brasileiros do ensino fundamental final estão satisfeitos com suas condições de trabalho, colocando o país na 36ª posição entre 38 nações avaliadas.

Segundo dados recentes divulgados pelo relatório Education at a Glance 2026, produzido anualmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil apresenta uma insatisfação significativa entre os professores dos anos finais do ensino fundamental. Apenas 44,3% dos docentes nessa etapa, que inclui estudantes do 6º ao 9º ano, afirmam estar satisfeitos com as condições de trabalho, uma das menores taxas entre os 38 países e economias avaliados. A pesquisa, com base em respostas de 127.163 professores respondentes ao questionário internacional Talis, realizada em 2024, revela que o país ocupa a 36ª colocação na lista de satisfação, ficando atrás de várias nações, incluindo Portugal e Japão, que possuem proporções ainda menores de docentes satisfeitos.

Segundo a fonte, a avaliação da satisfação dos professores considerou fatores que vão para além de salários, focalizando aspectos do ambiente escolar e condições de trabalho. Ainda de acordo com o documento, a média de satisfação entre os países da OCDE é de 68,4%, considerando o mesmo grupo de professores no ensino fundamental final. A maior preocupação da organização, nesta edição do relatório, é a escassez de professores e as dificuldades que vários países enfrentam para atrair e reter profissionais na carreira docente. A OCDE destaca que essa questão está, sobretudo, relacionada à percepção de valorização da profissão pelos próprios docentes.

Por sua vez, o levantamento aponta que a desvalorização da carreira e as condições de trabalho, além de outros fatores não detalhados oficialmente, contribuem para a baixa satisfação no Brasil e dificultam o recrutamento de novos professores. Ainda não há confirmação de ações específicas do governo ou de entidades educativas para enfrentar esse cenário, e o próprio clube de países ricos admite que a questão da valorização do educador é um desafio global, refletido na alta taxa de insatisfação no Brasil. A pesquisa também indica que, em média, pouco mais de dois terços dos professores da OCDE se sentem satisfeitos, o que reforça a disparidade com o cenário brasileiro.

Para os especialistas e educadores, os dados evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à valorização da carreira de professor, melhoria das condições de trabalho e apoio à formação e retenção dos profissionais. Como ainda não houve pronunciamento oficial de entidades brasileiras acerca do índice divulgado, o assunto permanece como uma preocupação que pode impactar futuras políticas de educação no país, sobretudo ao tentar solucionar a crise na atração e manutenção de professores, problema que, segundo a organização, não é exclusivo do Brasil, mas bastante evidente nele atualmente.

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O que sabemos?

  • Menos da metade dos professores brasileiros estão satisfeitos com condições de trabalho (44,3%)
  • Brasil ocupa a 36ª posição entre 38 países avaliados pela OCDE
  • Dados são do relatório Education at a Glance 2026, divulgado em 29 de outubro de 2024
  • Foram ouvidos 127.163 docentes na pesquisa de 2024
  • A satisfação dos professores no Brasil é a mais baixa entre os países avaliados pela OCDE
  • A média de satisfação na OCDE é de 68,4%
  • A organização destaca a escassez de professores e a valorização como problemas globais

Fontes

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