Descoberta arqueológica na Itália revela tumba etrusca de 2.700 anos com objetos raros
Relevantes achados em Vulci incluem restos de banquetes e artefatos de luxo que iluminam a cultura da elite antiga
Uma equipe de arqueólogos revelou uma tumba monumental na antiga cidade etrusca de Vulci, na Itália, datada do final do século VII a.C., trazendo à tona uma coleção rara de objetos e referências às redes comerciais da época.
Na Itália, uma descoberta arqueológica impressionante trouxe à tona uma tumba de elite que remete a mais de 2.700 anos atrás. Segundo informações da Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da Etrúria Meridional, uma equipe de arqueólogos desenterrou um sepulcro monumental com três câmaras mortuárias na antiga cidade de Vulci, na necrópole de Polledrara. A estrutura, datada do final do século 7 a.C., foi encontrada durante a campanha de escavações de 2026, e sua conservação surpreende pelo fato de, apesar de ter sido alvo de escavações ilegais ao longo do século 20, ter resistido relativamente intacta graças ao desmoronamento dos telhados e das estruturas, que preservaram seus conteúdos originais.
O local revelou um acervo rico e diversificado, composto por cerâmica grega da Ática e de Corinto, vasos decorados com motivos locais, além de cerâmica bucchero, uma típica produção etrusca. Entre os objetos, destacam-se armas, partes de uma carruagem, espetos de ferro, lâminas de ouro e bronze, além de ossos, marfim esculpido e adereços de vestuário. Um achado incomum foi o de um sapato feminino, ressaltando a riqueza e o status da pessoa sepultada, segundo a fonte.
Nos recintos laterais, os pesquisadores localizaram um tripé de bronze, próximo de uma lâmpada de gesso de alabastro, que possivelmente veio da região de Náucratis ou da ilha de Rodes, reforçando a importância das conexões comerciais da época, principalmente com o Mediterrâneo. A tumba também abrigava um conjunto de objetos para banquete, incluindo vasos pintados no estilo local de Polledrara, como phialai, olpai, hydriai e dinoi, muitos deles ainda em posições originais. Destacam-se uma tigela policromada no estilo jônico, uma grande peça utilizada no preparo de vinho, além de um ralador, provavelmente empregado na preparação de bebidas.
Esses achados foram possíveis graças ao projeto internacional 'Ritorno a Vulci', iniciado em 2023, que reúne instituições como a École française de Rome, a Universidade Sapienza de Roma, o Museu Britânico e outras integrantes do patrimônio cultural italiano. O trabalho integra escavações, pesquisa de arquivos e análise de objetos de coleções internacionais, incluindo uma iniciativa online chamada Vulci nel Mondo, com o objetivo de catalogar e estudar os objetos na sua totalidade. A descoberta também levanta novas possibilidades de estudo sobre outras sepulturas relevantes na região, como o Túmulo de Ísis, localizado próximo de Vulci e cuja coleção pertence ao Museu Britânico.
Segundo a fonte, os arqueólogos continuaram analisando itens recuperados por apreensões e outros objetos do Museu Arqueológico de Vulci, ampliando o entendimento sobre as práticas funerárias, o comércio e as relações culturais na época. Após o término das escavações de 2026, a tumba e seu recinto foram recobertos para garantir a preservação dos restos mortais e do acervo. A descoberta, ainda aguardando confirmação oficial de outras fontes, promete aprofundar o conhecimento sobre a civilização etrusca, sua riqueza e suas conexões com o Mediterrâneo antigo, além de oferecer uma nova perspectiva sobre os rituais funerários daquela época.
O que sabemos?
- Tumba monumental de 2.700 anos descoberta na Itália em Vulci.
- Estrutura com três câmaras mortuárias, datada do final do século 7 a.C.
- Acervo inclui objetos raros como cerâmica grega, armas, carruagem e um sapato feminino.
- Achados fazem parte do projeto internacional 'Ritorno a Vulci', iniciado em 2023.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





