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Missões em Marte revelam sinais de água e minerais que podem indicar possibilidade de vida

Em apuração ?

Exploração do rover Perseverance identifica rochas que preservam sinais de contato antigo com água no planeta vermelho

Imagem do rover Perseverance em Marte analisando rochas na região 'Unidade Marginal'
Imagem: CNN Brasil

A equipe da NASA reporta descobertas importantes na região chamada 'Unidade Marginal' em Marte, incluindo rochas com sinais de formação em ambientes aquáticos e minerais ligados ao resfriamento de magma.

Recentemente, o rover Perseverance, missão da NASA em Marte, trouxe à tona descobertas que podem ajudar a entender a história do planeta vermelho e a possível existência de condições favoráveis à vida. Segundo a própria NASA, em uma região conhecida como 'Unidade Marginal', o robô explorador identificou sinais de mineralização por carbonatos, que na Terra costumam se formar em lagos rasos e ambientes marinhos, indicando que, há bilhões de anos, Marte pode ter tido corpos de água.

Essas análises, realizadas com o equipamento SuperCam, instalado no masto do rover, possibilitam identificar minerais nas rochas ao disparar lasers de até 6,5 metros de distância, que criam plasma e emitem luz reveladora. Assim, os cientistas puderam verificar que além dos carbonatos, há também rochas ígneas, formadas a partir do resfriamento do magma, que preservam informações valiosas sobre suas condições de formação.

Segundo a líder do estudo, Candice Bedford, da Universidade Purdue, a hipótese inicial era de que os carbonatos poderiam ter se formado pela interação com antigos lagos na Cratera Jezero, baseando-se em observações feitas por imagens orbitais. Entretanto, a equipe também descobriu que, nas áreas mais altas, as rochas apresentam cristais de olivina, um mineral composto por magnésio e ferro, que não mostram sinais de contato com a água, sugerindo uma formação primordial a partir do magma, antes de qualquer contato com a água.

Nas regiões mais baixas, entretanto, as rochas apresentam grãos de olivina fraturados e com sinais de sílica, indicando que essas rochas passaram por transformações ocasionadas pelo contato com a água, o que, na Terra, pode liberar hidrogênio, um elemento que serve de alimento para certos micróbios, aumentando as possibilidades de que, no passado, Marte tenha tido ambientes capazes de sustentar formas de vida.

Apesar de as descobertas serem animadoras, a validade de todas essas informações ainda depende de análises complementares, e o próprio estudo ressalta que algumas dessas evidências ainda aguardam confirmação por outras fontes. O que se sabe até agora é que o Perseverance continua sua exploração na região, buscando entender melhor esses ambientes e a história geológica do planeta. A equipe da NASA destacou que essas descobertas são passos importantes para compreender se Marte algum dia foi habitável e qual o potencial de manter ou buscar vida atualmente.

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O que sabemos?

  • Perseverance encontrou rochas com sinais de contato antigo com água em Marte.
  • As rochas indicam ambientes que poderiam favorecer a existência de vida.
  • Minerais encontrados incluem carbonatos e cristais de olivina.
  • As análises foram feitas na região 'Unidade Marginal', em Marte.

Fontes

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