Tecnologia do Coliseu de Roma promete preservar o Museu do Ipiranga
Escaneamento em 3D ajuda a identificar problemas estruturais e prevenir danos futuros
Pesquisadores italianos estão aplicando uma tecnologia de monitoramento usada no Coliseu de Roma para conservar o Museu do Ipiranga, em São Paulo, garantindo uma manutenção mais eficiente.
Uma inovação tecnológica está chegando ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, trazendo avanços na preservação de patrimônios históricos. Segundo fontes da Universidade de Ferrara, na Itália, uma equipe de pesquisadores está utilizando um método de escaneamento a laser em 3D, semelhante ao que foi empregado no Coliseu de Roma para sua conservação, para ajudar a monitorar e proteger o museu brasileiro. O procedimento cria um modelo digital detalhado do edifício, permitindo que problemas invisíveis a olho nu, como fissuras, desníveis e deformações, sejam detectados com precisão milimétrica.
De acordo com o pesquisador Marcello Balzani, professor de Arquitetura na Universidade de Ferrara, o método é comparável a um exame de raio-X ou tomografia: "É como fazer um raio-X, um ultrassom ou uma tomografia, não é? Existe essa ideia de navegar pelo espaço como se ele fosse um órgão, um músculo". O scanner produz uma nuvem de pontos que mapeia cada detalhe do prédio, formando um 'gêmeo digital' do edifício, que pode ser revisado e atualizado ao longo do tempo para detectar alterações. Essa tecnologia já foi empregada na conservação do Coliseu, na Itália, e sua aplicação no Museu do Ipiranga é uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
Para a professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o uso dessa tecnologia é fundamental para a manutenção preventiva do monumento. "Você consegue intervir antes de ter um problema mais grave, desde uma lâmpada ou interruptor até questões mais complexas como problemas na cobertura. Essa manutenção constante reduz o risco de intervenções invasivas e ainda sai mais econômica a longo prazo", afirmou. O Museu do Ipiranga, que completou 131 anos, passou por um processo de revitalização recente, encerrado em 2022, após quase uma década fechado para ajustes estruturais e melhorias na conservação. Antes dessa reforma, o prédio também foi escaneado, mas a nova coleta de dados visa criar um programa de conservação contínuo, garantindo que ele envelheça com saúde.
Segundo as informações disponíveis, a intenção é usar os dados coletados para monitorar o estado do edifício, prevenindo desgastes e problemas futuros que possam comprometer sua estrutura. Ainda não há confirmação oficial de que o procedimento esteja totalmente implementado, mas fontes indicam que essa tecnologia será essencial para evitar intervenções mais destrutivas e manter a integridade do patrimônio cultural brasileiro, que, assim como o Coliseu, exige cuidados constantes. A aplicação dessa tecnologia revela uma tendência global de usar a inovação para proteger o nosso passado, e o Museu do Ipiranga parece estar avançando nesse caminho.
O que sabemos?
- Tecnologia de escaneamento em 3D será usada no Museu do Ipiranga
- Método é semelhante ao aplicado no Coliseu de Roma
- Cria um modelo digital detalhado para monitoramento
- Permite detectar fissuras, deformações e desníveis
- Parceria entre pesquisadores italianos e a USP
Fontes
- G1 imprensa





