Brasil enfrenta desafio de ampliar cobertura vacinal em campanha nacional
Apesar de esforços, metas de imunização permanecem inalcançáveis para a maioria das vacinas oferecidas pelo SUS
Campanha de atualização vacinal ocorreu neste sábado em várias cidades do país, com foco em diferentes públicos, mas os dados indicam que a maioria das imunizações ainda não atingiu as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Neste sábado (17), uma extensa campanha de atualização vacinal foi realizada em diversas regiões do Brasil, reunindo públicos variados e destacando a importância da imunização na prevenção de doenças infecciosas. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde e pelo SUS (Sistema Único de Saúde), buscou reforçar a cobertura vacinal, que ainda está aquém das metas recomendadas, segundo dados oficiais. Apesar do esforço, a maioria das vacinas oferecidas na rede pública não atingiu o índice considerado ideal para garantir a imunidade coletiva. Entre as principais imunizações em falta estão a da poliomielite, com cobertura de 88% contra uma meta de 95%, e a da febre amarela, que também está distante do alvo ideal, de acordo com informações elencadas pelo Ministério da Saúde.
Na cidade de Rio Branco, por exemplo, uma mãe identificada como Ana Clara aproveitou o sábado para reforçar a imunização de sua filha, Aurora. Ela afirmou que “é uma luta diária para proteger ela. E agora com a vacina é como se a gente desse uma respirada”, reforçando o papel das imunizações na proteção contínua das crianças. Em Curitiba, cerca de 300 voluntários participaram de ações de conscientização e imunização. Uma dentista, identificada como Cintia Ligia Olichevi, destacou a importância de envolver a comunidade de forma diferenciada, dizendo: “Porque eu acho importante ter o contato com a ciência e também pra fazer uma coisa diferente no sábado de manhã”.
Na capital paulista, o foco foi voltado às pessoas com mais de 60 anos, enquanto no Rio de Janeiro, a mobilização contou com a presença do personagem Zé Gotinha em um evento na fundação Manguinhos, que atraiu várias famílias para se vacinarem. A iniciativa contou com o apoio de profissionais como Andréia Teixeira Carvalho, pesquisadora da Fiocruz/MG, que explicou que “as vacinas são eficazes e seguras e que nos protegem contra doenças infecciosas graves”, reforçando o valor da campanha. Em Belo Horizonte, Rafael, um designer de 35 anos, foi às unidades de saúde para renovar a dose contra o tétano, reforçando a ideia de que “a gente sabe do benefício da vacina... não é uma coisa que dá para negligenciar não...”.
De acordo com o Ministério da Saúde, a insuficiente cobertura se reflete em números preocupantes: das 16 principais vacinas destinadas a bebês de até 1 ano, 14 não atingiram a meta de 95%. Além da poliomielite, a febre amarela também apresenta uma cobertura abaixo do esperado. As crianças Estela e Helena, que participaram da vacinação, saíram do posto de saúde com uma lição clara ensinada por Estela: “A vacina é para derrotar os vírus”. A pequena respondeu ao questionamento do repórter dizendo que quer “todo mundo tomando sua vacina”, demonstrando a compreensão de que a imunização coletiva depende da adesão de todos.
Fontes
- G1 imprensa





