Cabo submarino de fibra óptica de 7.000 km promete ampliar a capacidade de conexão entre EUA e Europa
Projeto liderado pela NEC e financiado pela Meta visa revolucionar comunicação transoceânica com nova tecnologia
Um cabo de fibra óptica de 7 mil km, que transportará dados na velocidade de 1 milhão de gigabits por segundo, está em fase de construção e deve fortalecer a infraestrutura de internet entre os Estados Unidos e a França. A iniciativa é liderada pela empresa japonesa NEC, com fibra fornecida pela Sumitomo Electric e financiamento da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp.
No que pode marcar um avanço importante na história das telecomunicações globais, um novo cabo submarino de fibra óptica de 7.000 quilômetros de extensão está sendo desenvolvido para transportar uma quantidade impressionante de dados entre os Estados Unidos e a França. Segundo informações divulgadas pela Meta, responsável pelo projeto, o cabo, chamado Petal, oferecerá uma capacidade de transmissão de até 1 milhão de gigabits por segundo, uma velocidade que supera os cabos transoceânicos atuais, e será o primeiro do tipo a fornecer capacidade de petabits, ou seja, milhões de gigabits por segundo. A Meta investe na iniciativa como parte de seus esforços para ampliar a infraestrutura de comunicação, destacando que o Petal fortalecerá a conectividade na Europa, atendendo à crescente demanda por uma internet mais rápida, confiável e sustentável.
De acordo com um comunicado da empresa, o projeto é considerado um marco tecnológico por sua capacidade de atingir um nível de petabit por segundo, o que equivale a cerca de cinco vezes a capacidade de outros cabos de tamanho semelhante — como o Marea, instalado em 2018, que suporta 192 terabits por segundo. O novo sistema promete também diminuir o impacto ambiental, pois a sua maior capacidade permite reduzir materiais e recursos utilizados na instalação de cabos semelhantes, além de diminuir a pegada de carbono ligada à construção e manutenção de infraestrutura de redes. Ainda segundo a Meta, o Petal utilizará uma tecnologia inovadora de fibra multicore, cujo diferencial é que cada fibra conterá dois núcleos que transportam sinais em direções opostas, permitindo que uma única fibra forneça a capacidade que, normalmente, exigiria um par de fibras convencionais. Essa inovação deve aumentar a eficiência e a resiliência da conexão, além de reduzir custos em longo prazo.
O projeto está sob responsabilidade da NEC, uma empresa japonesa que lidera a construção, enquanto a fibra será fornecida pela Sumitomo Electric. Ainda não há uma confirmação oficial de quando o cabo deverá estar concluído, mas fontes indicam que está na fase de desenvolvimento e instalação, aguardando novas confirmações. A Meta, além de financiar, reforça sua estratégia de expansão na infraestrutura de rede global, de olho na crescente demanda por streaming, comunicação internacional e uso de serviços digitais cada vez mais integrados. Ainda não oficialmente confirmada, a informação de que a fibra de dois núcleos tornará o sistema mais eficiente foi destacada por fontes próximas à pesquisa, embora a tecnologia ainda esteja em fase de testes.
Por enquanto, o projeto representa uma evolução significativa na capacidade de comunicação entre continentes, especialmente considerando que a demanda por conectividade em alta escala só tende a crescer. A conclusão da instalação ainda não foi oficialmente informada pelas empresas envolvidas, e o clube não se pronunciou até o momento. Com a inovação do sistema multicore, o “Petal” promete abrir novas fronteiras na infraestrutura de redes oceânicas, potencializando o fluxo de informações globais e contribuindo para o fortalecimento da economia digital internacional.
O que sabemos?
- Cabo submarino de 7.000 km está em construção para ligar EUA e França.
- Capacidade de transmissão de até 1 milhão de gigabits por segundo.
- Primeiro cabo a usar tecnologia de fibra multicore com dois núcleos por fibra.
- Investimento da Meta, liderando o projeto, com fibra fornecida pela Sumitomo Electric e construção pela NEC.
- Capacidade do Petal é mais de cinco vezes maior que o sistema anterior mais forte, o Marea.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada





