NASA envia amostras de tecido cerebral e cardíaco para estudo na ISS
Pesquisa busca entender os efeitos da gravidade na saúde humana com amostras de órgãos:**
A missão da NASA levou tecidos de coração e cérebro à Estação Espacial Internacional para estudar os impactos da microgravidade na saúde humana, além de testar novas tecnologias como retinas artificiais.
Numa missão que reforça o investimento em pesquisas de saúde espacial, a NASA enviou para a Estação Espacial Internacional (ISS) 2.858 kg de carga, incluindo amostras de tecidos de coração e cérebro humanos, além de diversos experimentos científicos destinados a compreender melhor os efeitos da microgravidade no corpo humano. A viagem decorreu entre os dias 12 e 15 de outubro, quando a espaçonave Dragon, da SpaceX, realizou a transporte na sua rota habitual de suprimentos à estação orbital, segundo fonte oficial da NASA.
Entre os itens enviados, chamou atenção a chegada de tecidos de órgãos humanos, como coração e cérebro, não órgãos inteiros, mas amostras de seus tecidos. Esses materiais serão utilizados em experimentos que visam estudar as alterações que os órgãos podem sofrer por causa da ambiente de ausência de peso na microgravidade. A importância disso reside na necessidade de desenvolver estratégias para manter a saúde dos astronautas em viagens de longa duração, que podem durar meses ou até anos.
Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, alguns dos experimentos previstos na missão envolvem o cultivo de modelos de cérebros humanos. Esses modelos, batizados de miBrains, serão utilizados em dois testes distintos. Um deles, denominado AVATAR-ORg1, terá duração de cinco semanas e buscará monitorar as mudanças nesses modelos enquanto ficam expostos ao ambiente de gravidade zero, comparando-os com tecidos que permanecem sob efeito da gravidade terrestre. O objetivo é compreender melhor como a ausência de peso influencia a estrutura cerebral e possíveis relações com inflamações que podem levar a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Além do cérebro, o coração também entra na mira dessas pesquisas, com o intuito de entender como a microgravidade afeta o crescimento e funcionamento de modelos tridimensionais de tecido cardíaco. Essas análises podem ajudar no desenvolvimento de medicamentos e tratamentos mais eficazes contra doenças cardiovasculares, que continuam sendo uma das principais causas de morte no mundo. Ainda de acordo com a mesma fonte, outro experimento inovador chamado LambdaVision-1 também será realizado na ISS, focado na criação de retinas artificiais capazes de ajudar pacientes cegos por doenças degenerativas. A tecnologia utiliza a proteína bacteriorrodopsina, similar à rodopsina natural do olho humano, ativada pela luz. A criação dessa proteína na microgravidade busca torná-la mais uniforme e estável, uma etapa crucial para o desenvolvimento de retinas funcionais.
Ainda não há confirmação oficial de todas as aplicações desses estudos, mas acredita-se que, se bem-sucedidos, poderão abrir caminhos para tratamentos de doenças que afetam milhões de pessoas no planeta. Astronautas, segundo especialistas, passam por treinamentos físicos severos e enfrentam mudanças no corpo que às vezes passam despercebidas, uma realidade que motivou esses avanços científicos em parceria com a pesquisa espacial. A iniciativa reforça o papel da NASA e de suas parceiros, como a SpaceX, na busca por tecnologias que possam beneficiar também a saúde terrestre, além de expandir os limites do conhecimento humano no espaço.
O que sabemos?
- A NASA enviou tecidos de coração e cérebro à ISS para pesquisa.
- Os tecidos não estão na íntegra, mas como amostras de tecido cerebral e cardíaco.
- Vários experimentos de fisiologia e tecnologia estão sendo realizados na missão.
- Ainda não há confirmação oficial completa de todos os detalhes dos experimentos.
- A missão ocorreu entre os dias 12 e 15 de outubro de 2026.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada





